Governo reduz IPI para carros com motor até 2.0

O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, anunciou que o governo decidiu reduzir em 3 pontos porcentuais a alíquota do IPI para automóveis até duas mil cilindradas (2.0). Segundo o ministro, a redução será válida até o dia 30 de novembro deste ano e abrangerá veículos movidos a gasolina, álcool e de motores flexíveis. Segundo Palocci, o governo entende que essa medida permitirá o reaquecimento das vendas do setor automotivo. O ministro informou ainda que o governo dará mais um ponto porcentual extra de redução, por mês, nos três primeiros meses do benefício (até outubro), para compensar os estoques de veículos que estão nas revendedoras e sobre os quais já foi recolhido o imposto. Como os estoques correspondem a um mês de vendas do setor, esta redução adicional, ao final dos três meses, vai corresponder a três pontos porcentuais. Esta medida, segundo Palocci, foi necessária porque não há como devolver o imposto que já foi recolhido. E o governo quer que esses estoques também tenham o benefício. Desta forma, nos três primeiros meses, a redução chega a 4 pontos porcentuais."Acreditamos que o processo econômico está se ordenando e o crescimento sustentado virá e tudo o que puder ser feito para a retomada do crescimento nós vamos fazer serenamente, dentro das possibilidades do governo", disse Palocci, após reunião com representantes da Anfavea e centrais sindicais. Manutenção de emprego e repasse para preçosO ministro da Fazenda explicou que a redução do IPI só é possível porque a indústria automotiva garantiu duas contrapartidas: manutenção do nível de emprego e o repasse integral da queda do IPI para os preços dos automóveis. "Essas contrapartidas são fundamentais. O repasse de preços tem de ser feito diretamente e integralmente", afirmou Palocci.Governo não assinará acordo. Decisão de hoje é uma medidaO ministro da Fazenda destacou que a medida de redução do IPI para o setor automotivo tem data para terminar (30 de novembro) e informou que o governo não vai assinar um acordo com o setor. Ele disse que se trata de uma medida destinada ao setor para preservar o emprego e ajudar a reativação da economia. A medida será publicada no D.O. de amanhã, quando começará a vigorar. Palocci fez questão de ressaltar que, a partir de novembro, quando termina a vigência da medida, "a vida continua" e que trabalhadores e empresa podem continuar com seus entendimentos, não cabendo ao governo interferir. Palocci se disse confiante de que os compromissos assumidos pela Anfavea serão cumpridos (preservação dos empregos e repasse da redução do IPI para os preços aos consumidores). Ele disse que a questão do repasse do consumidor "é fundamental".

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