Governo reduz meta de geração de emprego para 2011

O Brasil dificilmente conseguirá cumprir a meta de geração de 2,7 milhões de novos empregos formais neste ano, afirmou nesta sexta-feira o ministro do Trabalho, Carlos Lupi. Isso ocorrerá por causa dos reflexos da crise internacional no Brasil e, segundo ele, uma nova meta poderá ficar em torno de 2,4 milhões de postos.

REUTERS

18 de novembro de 2011 | 12h59

"Primeiro eu reavaliei para 2,7 milhões (de geração de emprego). Estou achando, pelo caminhar da carruagem, que esse número não vai ser atingido", afirmou o ministro a jornalistas. "Eu fiz uma reavaliação para 2,4 milhões, mas pode ficar abaixo disso", emendou ele.

Em setembro, o ministro havia dito que a meta anterior de 3 milhões de novos empregos não seria cumprida e que, naquele momento, ela estava sendo reduzida para algo entre 2,7 milhões e 3 milhões de empregos.

Agora, Lupi afirmou que a diminuição da abertura de postos de trabalho deve-se ao acirramento da crise internacional que tem afetado a demanda por encomendas sobretudo em estados mais industrializados, como São Paulo.

OUTUBRO FRACO

Em outubro, a economia brasileira criou 126.143 postos de trabalho com carteira assinada, pior número para o mês desde 2008, ainda segundo o Ministério do Trabalho. Em relação a outubro do ano passado, a queda foi de 38,4 por cento.

No ano, já foram abertas 2.241.574 vagas. Os números fazem parte do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

Lupi disse que novembro deverão ser abertos na média de 70 mil postos e, em dezembro, deverá haver fechamento líquido de postos, como já é tradicional para o último mês do ano, segundo ele.

"Nós temos uma crise internacional que está assustando muito o mercado interno, diminuindo a contratação com medo da crise", acrescentou o ministro.

O número de outubro veio na contramão do que esperava o ministro do Trabalho. Ele havia dito que, no mês passado, a abertura de postos de trabalho seriam muito bons.

Bombardeado por uma série de denúncias de irregularidades em sua pasta, Lupi recusou-se a responder sobre as acusações e limitou-se a comentar os dados de emprego com carteira assinada.

(Por Tiago Pariz e Maria Carolina Marcello)

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