Governo respeita protestos, mas vai atuar para garantir estradas livres, diz ministro

Ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Miguel Rossetto, disse que há apenas pequenas manifestações e que polícia vai agir com rigor

Eduardo Rodrigues, O Estado de S. Paulo

23 de abril de 2015 | 15h33

BRASÍLIA - O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Miguel Rossetto, disse que o governo está acompanhando as manifestações de caminhoneiros nos Estados, mas afirmou que as forças policiais irão atuar para garantir que as estradas estejam desimpedidas. 

"São manifestações pequenas e há um apoio grande da categoria às nossas iniciativas. Há adesão às nossas propostas e entendimento de que medidas são positivas", alegou o ministro. "O governo respeita o direito de manifestação, mas vai assegurar que as estradas estejam desimpedidas para quem quiser trabalhar", completou.

Rossetto negou que haja bloqueios de rodovias nesta quinta-feira, mas sim pequenas manifestações. "Eventuais bloqueios serão desfeitos pela polícia, seremos rigorosos. As forças policiais estão operando através do diálogo informando aos trabalhadores da ilegalidade de qualquer bloqueio e ao mesmo tempo exercendo poder de polícia", acrescentou. 

O ministro voltou a dizer que, à medida que a categoria conheça as conquistas já obtidas na negociação do governo, a normalidade voltará ao setor. "O governo cumpriu todos os seus compromissos assumidos em fevereiro com a categoria dos caminhoneiros, inclusive com a tabela referencial de frente para balizar os contratos do setor", argumentou.

Após reunião ontem na Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), representantes dos caminhoneiros voltaram a exigir a criação de uma tabela de preço mínimo para o frete e prometeram repetir os bloqueios nas estradas ocorridos no começo do ano. Rossetto, no entanto, repetiu que essa proposta de tabela impositiva não teria respaldo legal, sendo, portanto, inconstitucional. Além disso, alega o governo, essa tabela teria enorme dificuldade de ser operada devido à grande variedade de características dos caminhões e da carga transportada no País.

Rossetto voltou a citar uma lista de 15 medidas que ele considerou já serem conquistas obtidas pela categoria nas negociações do setor com o governo este ano. Dentre elas, estão a isenção do pagamento de pedágio para o eixo suspenso de caminhões vazios e o perdão de multas por excesso de peso nos últimos dois anos. Rossetto destacou ainda que uma mesa permanente de negociação segue aberta com os caminhoneiros. 

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