Governo retira IOF em operações de derivativos cambiais

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou, na noite desta quarta-feira, 12, a retirada do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) de 1% sobre a posição vendida líquida (diferença entre posição vendida e posição comprada bruta) no mercado de derivativos cambiais. A cobrança se dava sobre o aumento na posição vendida ou redução na posição comprada. A medida entra em vigor na quarta, 13.

EDUARDO CUCOLO, LAÍS ALEGRETTI E RENATA VERÍSSIMO, Agencia Estado

12 de junho de 2013 | 19h37

"Quando você fica vendido, significa que você vai ter de entregar dólar, então você ajuda a desvalorizar o dólar. Em 2011, os aplicadores estavam vendidos e o dólar estava se desvalorizando e o real se valorizando. Havia aumento de posição vendida, de modo que estava prejudicando a atividade, porque as exportações estavam ficando caras em dólar", afirmou o ministro a jornalistas, ao detalhar a decisão.

Mantega afirmou que o objetivo, na época, era diminuir essa posição de modo que a valorização do real não fosse reforçada. "Agora, o cenário mudou. Principalmente diante dessa acomodação do mercado cambial mundial. Estamos tendo, ao invés de desvalorização, valorização (do dólar). Não faz sentido manter o empecilho", disse. "Com isso, haverá, oferta maior de dólar no mercado futuro, com diminuição da desvalorização do real", completou.

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