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Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

Governo retira limites para despacho de usinas térmicas e importação de energia

Decisão leva em consideração o cenário de chuvas escassas em várias regiões do País; quantidade de água que chegou aos reservatórios entre setembro e abril desde ano foi a menor em anos

Marlla Sabino, O Estado de S.Paulo

05 de maio de 2021 | 20h40

BRASÍLIA - Diante do baixo nível dos reservatórios e do início do período de seca, o governo indicou a possibilidade de ampliar medidas para garantir o suprimento de energia. Em reunião nesta quarta-feira, 5, o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) deliberou pela ampliação da geração termelétrica fora da ordem de mérito e a importação de energia da Argentina e do Uruguai, sem limitações de montantes e preços associados.

De acordo com nota divulgada pelo Ministério de Minas e Energia (MME), as medidas podem ser tomadas desde que a energia seja alocável na carga e respeitadas as restrições operativas, e de forma a minimizar o custo operacional total do sistema elétrico.

Segundo o CMSE, o cenário de condições de atendimento é de atenção, já que a quantidade de água que chegou aos reservatórios de setembro a abril deste ano é a menor registrada em anos. No Sudeste/Centro-Oeste, por exemplo, o armazenamento finalizou o mês de abril com o menor valor verificado para o mês desde 2015.

De acordo com a nota, a previsão para os próximos dias é de chuvas escassas na região Sudeste, sem perspectiva de volumes significativos para outras regiões do País.

"A plena recuperação dos armazenamentos somente será possível quando tivermos, de maneira mais perene, volumes de chuva suficientes para esse esperado aumento dos níveis", diz a nota. Contudo, o Comitê garantiu o suprimento de energia em 2021 aos consumidores brasileiros, considerando todas as medidas em curso.

Além da ampliação das medidas para garantir o abastecimento,  o comitê reconheceu a importância de o Operador Nacional do Sistema (ONS) manter junto a outros órgãos, incluindo a Agência Nacional de Águas e Saneamento (ANA), e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), as tratativas para flexibilização de restrições hidráulicas

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