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Governo revê PIB para 0,7% este ano

Projeção está num relatório que será enviado ao Congresso na terça-feira; estimativa atual é de 2%

Sérgio Gobetti, O Estadao de S.Paulo

19 de maio de 2009 | 00h00

O governo reviu, pela segunda vez no ano, a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), incluindo, em relatório a ser enviado amanhã ao Congresso, a previsão de que terá expansão de 0,7% em 2009. A previsão oficial atualmente em vigor aponta crescimento de 2%, o que foi descartado pelo governo depois da divulgação dos resultados da produção industrial do primeiro trimestre. A queda de 7,9% registrada pela indústria no primeiro trimestre, na comparação com os últimos três meses de 2008, indica que, mesmo que a agricultura e o setor de serviços tenham permanecido parados, o PIB teria um encolhimento de 1,9% nos três primeiros meses de 2009. Como o último trimestre de 2008 também foi de queda (3,6%), estaria caracterizado um quadro de recessão técnica - dois trimestres consecutivos de queda. Apesar de esta ser a segunda revisão (no início do ano, o governo trabalhava com estimativa de 4% de expansão e depois 2%), a taxa positiva de 0,7% ainda é considerada exageradamente otimista pelo mercado. Ontem, no relatório Focus, do Banco Central, a estimativa prevista pelo mercado financeiro era de 0,49% de queda. A previsão do mercado pode ser revista mais para baixo em junho, se o IBGE indicar uma queda no nível de atividade econômica superior a 1,9% no primeiro trimestre. Nesse caso, a obtenção de uma taxa positiva, como a ainda prevista oficialmente pelo governo, exigiria que o PIB desse um salto e crescesse a incríveis taxas de 5% nos três trimestres seguintes, na comparação com os trimestres anteriores. Ou seja, só uma recuperação muito veloz do ritmo de produção seria capaz de gerar uma média de 2009 superior a de 2008. O mais provável é que essa recuperação seja lenta e somente no quarto trimestre tenhamos um crescimento positivo na comparação com 2008. Ou seja, com três trimestres negativos e um positivo, dificilmente o PIB escaparia de uma queda no cômputo final do ano. Na prática, o governo trabalha com distintos cenários para o PIB: o mais pessimista prevê crescimento zero em 2009 e o mais otimista correspondia aos 2% da última revisão. A decisão final foi de ficar no meio termo, com a taxa de 0,7%. Mais que uma estimativa, esse número serve como um sinal do governo para o mercado: o de que a recuperação já está em andamento.

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