André Dusek/Estadão
André Dusek/Estadão

Governo revisa projeção de crescimento do PIB de 2,5% para 3% em 2018

A expectativa de inflação também mudou e passou a 4,2%; ministro do Planejamento anunciou que despesas no orçamento também devem recuar 1,767 bilhão

Eduardo Rodrigues e Lorenna Rodrigues, O Estado de S.Paulo

02 Fevereiro 2018 | 12h25

BRASÍLIA - O Ministério do Planejamento anunciou que a projeção do PIB em 2018 é de 3,0%, enquanto o mercado estima uma alta de 2,66%. Na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2018 a projeção era de 2,5%. O Planejamento também revisou a projeção do governo para a inflação medida pelo IPCA em 2018, de 4,2%, como estava na LOA, para 3,9%. 

Outro anúncio importante feito pelo ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, foi a redução da projeção de despesas deste ano, de R$ 1,767 bilhão em relação ao previsto na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2018.

“Essa projeção já considera a despesa extra com o não adiamento do reajuste dos servidores federais. Hoje está em vigor a liminar mantendo esse reajuste”, explicou o ministro. “Essa decisão sobre o reajuste não é definitiva. Se a liminar for derrubada, o valor será descontado de servidores”, completou.

Por isso, a despesa com o pessoal para este ano passou de R$ 296,9 bilhões na LOA para R$ 302,5 bilhões, ou seja, um aumento de R$ 5,6 bilhões, sendo R$ 5,2 bilhões devido ao reajuste e R$ 400 milhões devido a mudanças nos parâmetros macroeconômicos.

Já a projeção de gastos com o Regime Geral da Previdência caiu R$ 3,9 bilhões em relação à LOA, devido ao menor INPC no ano passado, que levou a um menor reajuste do salário mínimo.

Com a melhora no mercado de trabalho, a projeção para os desembolsos com abono e seguro desemprego em 2018 caiu R$ 5,7 bilhões. “Com a melhora do mercado de trabalho, há menor rotatividade e menor acionamento do seguro desemprego. Também houve mudanças nas regras do seguro”, explicou.

A previsão de gastos com o Fies caiu de R$ 5,2 bilhões para R$ 3,8 bilhões. “Temos uma menor inadimplências nos últimos meses no programa de financiamento estudantil, por isso a projeção para a cobertura do Tesouro caiu”, completou Oliveira.

Já as despesas com subsídios projetadas para este ano aumentaram R$ 1,9 bilhão em relação à LOA, porque essa dotação foi cortada pelo Congresso durante a tramitação da lei orçamentária. Também houve a inclusão de R$ 1,2 bilhão em créditos extraordinários para ações em andamento.

O Planejamento contabilizou ainda um mês a mais de impacto com a desoneração da folha de pagamentos que não foi aprovada no ano passado pelo parlamento. Essa despesa para compensar a Previdência passou de R$ 11,5 bilhões para R$ 12,3 bilhões em 2018 - diferença de R$ 785 milhões. “Esperamos a aprovação do projeto de lei que reduz desoneração da folha em fevereiro”, acrescentou.

Também houve crescimento de R$ 500 milhões na previsão de gasto com pagamento de sentenças judiciais. Por outro lado, as despesas discricionárias estão sendo reduzidas em R$ 570 milhões.

Para outros indicadores econômicos, o ministro do Planejamento também anunciou revisões. A projeção para o IGP-DI de 2018 foi de 4,3% para 4,5%. No último Focus, os analistas financeiros estimavam uma alta de 4,50% no índice este ano. Já para os juros básicos, a estimativa do Planejamento é Selic média de 6,7% ao ano. No último Focus, as estimativas do mercado projetaram uma Selic média de 6,75% ao ano em 2018. 

A projeção do governo para o câmbio médio em 2018 passou de R$ 2,29 para R$ 3,30. E a estimativa de alta da massa salarial nominal passou de 6,1% para 6,3% este ano. A previsão para o preço médio do barril de petróleo passou de US$ 52,2 para US$ 68,2.

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