Governo se prepara para evitar novos racionamentos

Após garantir o abastecimento de eletricidade até 2003, o governo luta agora para afastar o risco de novos racionamentos de 2004 em diante. Segundo o presidente da Câmara de Gestão da Crise de Energia Elétrica (GCE), ministro Pedro Parente, o risco a partir de 2003 só estará afastado se for concluída a reestruturação do Ministério de Minas e Energia, e se forem construídas, nos prazos previstos, as usinas e linhas de transmissão que constam do programa de expansão da oferta de energia.Também será necessária, segundo Parente, a implementação de diversas medidas apresentadas pelo Comitê de Revitalização, que serão submetidas a consulta pública e à apreciação do Congresso Nacional. "Os trabalhos da Câmara prosseguirão para garantir que as medidas referidas possam ser aprovadas, implementadas e consolidadas, para o que será fundamental o apoio do Congresso Nacional", afirmou Parente, durante a reunião da GCE em que foi determinado o fim do racionamento. Dentre as medidas de revitalização estão a consolidação do Mercado Atacadista de Energia (MAE), e as regras de venda da energia das usinas estatais, enquanto não for retomado o programa de privatização no setor. Consta ainda o subsídio ao gás natural usado pelas usinas térmicas abastecidas pelo gasoduto Brasil-Bolívia. O fortalecimento do Ministério será fundamental nesse novo cenário, pois a ele caberá a tarefa de sugerir as medidas preventivas que devem se adotadas quando houver risco de desabastecimento por escassez de oferta ou excesso de demanda. Com os instrumentos criados pela GCE, o governo acredita que o diagnóstico de problemas será feito com antecedência de um ano, no mínimo, evitando a repetição de 2001.

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