Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

Governo se reúne com distribuidoras para evitar disparada do preço no fim da greve

Se acordo não for cumprido, governo não descarta adotar medidas mais drásticas contra empresas e acionar entidades de defesa do consumidor

Anne Warth e Adriana Fernandes, O Estado de S.Paulo

27 Maio 2018 | 18h57

BRASÍLIA - O governo vai cobrar das distribuidoras e postos que não subam os preços na fase de normalização de abastecimento dos combustíveis depois do fim da greve dos caminhoneiros. A ideia é firmar um acordo com o setor para evitar uma disparada de preços com os distribuidores tentando recuperar rapidamente as perdas da última semana por causa da paralisação.

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Caso esse pacto não seja cumprido, o governo não descarta adotar medidas mais drásticas e acionar entidades de defesa do consumidor, como os Procons, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e até mesmo a Justiça.

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A preocupação agora é que o setor não se aproveite da situação que ocorreu nos últimos dias, em que não foi possível vender quase nada, para recuperar o prejuízo assim que o fornecimento começar a ser normalizado.

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Uma reunião com os sindicatos e federações de distribuidoras deve ocorrer ainda neste domingo, 27, no Palácio do Planalto. O setor representa cerca de 42 mil postos de combustíveis. Ao longo da semana, os principais executivos do setor se reuniram com o ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, que questionou de forma enfática o motivo pelo qual a redução dos preços nas refinarias anunciada pela Petrobrás não é repassada à bomba. Os empresários saíram da reunião em silêncio, com pressa, e de cara amarrada.

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Equipe econômica. Os técnicos do governo também correm para finalizar os textos legais com as medidas que foram negociadas. Uma medida provisória pode ser editada. O governo quer transmitir tranquilidade aos caminhoneiros de que os termos do acordo que já foi anunciado serão cumpridos. A prioridade é sair da paralisia que tomou o País nos últimos dias, disse uma fonte que participa das negociações.

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Na tarde deste domingo, a equipe econômica estava reunida discutindo as medidas e de onde sairá o dinheiro. Os ministros do Planejamento, Esteves Colnago, e da Fazenda, Eduardo Guardia, avaliam as despesas que serão remanejadas para acomodar os novos gastos. Até o momento, a liberação de R$ 2 bilhões do Orçamento, anunciada na semana passada, não está comprometida.

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O Palácio do Planalto avalia a possibilidade de o presidente Michel Teme se pronunciar em breve e anunciar de que forma o acordo apresentado aos caminhoneiros será cumprido.

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Até o momento, há muita resistência em estender o prazo de congelamento do preço do diesel de 30 para 60 dias, como querem os caminhoneiros, porque o não há espaço no Orçamento para medidas adicionais. A ideia é que o anúncio seja feito não apenas com membros do governo, mas também com a presença dos executivos do setor de combustíveis.

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Bolsa-Diesel. O governo quer deixar claro que cedeu ao máximo e que tudo isso terá um custo para a sociedade, que é quem vai bancar o subsídio do diesel aos caminhoneiros. Fontes admitem erro de comunicação e querem deixar claro para a população que o custo do “bolsa-diesel”, como já é chamado o subsídio que o Tesouro vai pagar à Petrobrás para manter os preços reduzidos, será bancado por todos os brasileiros. O governo já aceitou bancar com recursos públicos R$ 4,9 bilhões para manter o preço do diesel mais barato. Para um integrante do governo, os caminhoneiros conseguiram muito mais do que reivindicaram inicialmente.

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