Coluna

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Governo suspende restrições sanitárias em fazendas do PR

O ministro da Agricultura, Luís Carlos Guedes Pinto, anunciou nesta quinta-feira, em Curitiba, a suspensão das restrições que ainda pesavam sobre algumas propriedades paranaenses, proibidas de movimentar o rebanho bovino. "O Paraná tem condições favoráveis para produzir carne e ocupar mais espaço no mercado internacional", afirmou o ministro. O Estado estava com áreas interditadas desde o dia 21 de outubro do ano passado, quando foi anunciada suspeita de um foco de febre aftosa.O Estado nunca assumiu a existência da doença e alega que o anúncio teve como base o vínculo epidemiológico, visto que alguns animais tinham vindo de Mato Grosso do Sul, onde a aftosa foi confirmada, além de reação sorológica positiva. Nesta quinta, o ministro afirmou que o governo federal não tem dúvidas de que houve um foco no Paraná. "Houve circulação viral naquela ocasião e não poderíamos permanecer sob suspeição", acentuou. Questionado, o secretário da Agricultura do Paraná, Newton Pohl Ribas, esquivou-se de comentar a afirmação do ministro. "Fiz um acordo de cavalheiro com o ministro de que nada do passado será tocado aqui hoje", disse. "Temos que olhar para o futuro." Depois disso, o ministro também adotou o mesmo discurso e evitou falar sobre a presença ou não da doença no Estado. Guedes Pinto disse que, em 15 dias, deve enviar à Organização Internacional de Epizotias (OIE) um resultado pormenorizado da situação paranaense. O comitê técnico da OIE tem uma reunião ordinária em dezembro, quando o ministro espera sejam analisados os documentos e o Estado recupere o certificado de área livre de aftosa. Caso isso não aconteça, o governo pretende a convocação de uma reunião extraordinária, ou, se não conseguir, aguardar o encontro de março do próximo ano. Os pecuaristas do Estado sacrificaram 6.781 animais tidos como contaminados. Somente em indenizações foram gastos R$ 4,7 milhões. Mas não satisfez os produtores. O proprietário da Fazenda Cachoeira, em São Sebastião da Amoreira, no norte do Estado, André Carioba, é um dos que cobram na Justiça indenização maior. Ele teve 1.810 cabeças sacrificadas. Segundo o produtor, quando houve a interdição, a arroba estava em R$ 60,00. Para o pagamento da indenização foi calculado em R$ 45,00.A Federação da Agricultura do Paraná (Faep) calcula que a redução nas exportações de carnes e queda no preço deixaram prejuízo de R$ 180 milhões aos agropecuaristas. Para o Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados do Paraná (Sindicarnes), o Estado deixou de exportar cerca de R$ 600 milhões em carnes. Parte do volume foi consumido internamente. Guedes Pinto disse que há um trabalho intensivo em Mato Grosso do Sul, para que o ministério também possa suspender as restrições sanitárias. "Lá, a dimensão foi maior e está sendo tratado à parte", acentuou. "Quando acharmos que poderemos fazer esse anúncio com segurança, nós o faremos." Ele afirmou que este ano o orçamento para defesa animal no País foi de R$ 165 milhões, e que será aumentado para R$ 195 milhões no próximo ano.

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