Werther Santana/Estadão
Werther Santana/Estadão

Governo tem de aproveitar fôlego inicial, afirma Alckmin

Para governador de São Paulo, ambiente político é propício para o avanço das reformas estruturais

Álvaro Campos, Eduardo Laguna, O Estado de S.Paulo

29 Setembro 2016 | 21h47

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou que o governo federal deve aproveitar seu fôlego inicial e o ambiente político propício para avançar com reformas estruturais necessárias ao País. “A tarefa de convencimento da sociedade é importantíssima e o ministro Meirelles pode contar com a nossa ajuda”, disse, durante o evendo Estadão Empresas Mais.

Dentre as reformas, Alckmin citou, por exemplo, a necessidade de mudanças na legislação trabalhista. “Esse é um dos instrumentos mais atrasados que temos. Existem quase 100 milhões de processos na Justiça trabalhista”, apontou.

O governador afirmou também que São Paulo já vem promovendo um ajuste fiscal desde o início do governo Mário Covas, em 1995, e assim conseguiu ter um superávit de R$ 5 bilhões no ano passado, enquanto o conjunto dos governos estaduais brasileiros teve déficit.

“Com cortes de despesas, estamos conseguindo passar por um período de grande queda na arrecadação. Eu achei que agora já estaria melhorando, mas só em setembro devemos ter uma queda de R$ 1 bilhão na arrecadação”, afirmou.

Mesmo assim, Geraldo Alckmin deu a entender que começa a surgir uma luz no fim do túnel. Ele apontou que o produto interno bruto (PIB) paulista subiu 0,2% no segundo trimestre deste ano, após dez trimestres consecutivos de queda.

Ainda sobre o ajuste fiscal, Alckmin citou diversas privatizações e concessões feitas por São Paulo nos últimos anos, que, além de ajudar os cofres públicos, melhoram a produtividade e geram mais empregos. “Só a Linha 5 do Metrô gera 5,6 mil empregos diretos”, apontou.

Rombo previdenciário.O governador também citou a questão da Previdência, dizendo que, neste ano, a previdência pública paulista deve ter um rombo de R$ 18 bilhões, após o déficit de R$ 16 bilhões no ano passado.

Nesse ponto, ele mencionou a criação de uma previdência complementar no Estado, que deve ajudar a reduzir o rombo na previdência pública ao longo dos próximos anos. “Em 30 anos podemos zerar o déficit da previdência paulista, que é um Robin Hood às avessas, pois o trabalhador acaba pagando pelos grandes salários dos servidores públicos.” Ele também criticou os recentes aumentos para o funcionalismo aprovados pelo Congresso Nacional. 

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