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Governo teme crise prolongada da Varig

O governo considera que não há risco de a Varig interromper as operações no curto prazo, embora a médio prazo os problemas da empresa devam se agravar. Segundo um dos participantes de uma reunião realizada nesta terça-feira entre integrantes de vários órgãos governamentais para discutir a grave crise em que se encontra a empresa aérea, a avaliação é de que a empresa terá que reduzir vôos e cancelar rotas menos lucrativas mas continuaria operando.Os integrantes do governo encaram como uma ?ruptura? a recusa da Varig em aceitar o plano de reestruturação da empresa apresentado pelo BNDES, definido em um memorando de entendimentos. ?A ruptura do memorando de entendimentos é muito grave porque estava se encaminhando uma solução de longo prazo para a empresa da qual o BNDES participaria?, disse a fonte. ?Com a ruptura, o processo volta à estaca zero e ficará mais difícil para a Varig administrar a sua dívida mas não se imagina que de um dia para o outro a empresa quebre?.A médio prazo, porém, a Varig enfrentará problemas. Segundo o cenário discutido na reunião, os credores da Varig, que estavam sendo complacentes, deverão passar a exigir o pagamento em dia. É o caso da BR Distribuidora e da Infraero, que permitem o pagamento dos combustíveis e de tarifas aeroportuárias no prazo dentre 10 e 15 dias. Agora, esses credores deverão exigir o pagamento diário. ?Para que a Varig possa continuar voando, ela vai ter que pagar em dia e isso vai gerar uma dificuldade para a empresa?, disse a fonte.Ainda assim, o Ministério do Desenvolvimento, informou, por meio da assessoria que o governo continua disposto a ajudar a Varig a buscar a reestruturação mas, para isso, a empresa precisa apresentar um plano. Segundo a assessoria, o governo espera que a Varig apresente uma proposta de reestruturação ao BNDES uma vez que a empresa recusou o plano apresentado pela instituição.Na reunião, o Ministério da Defesa e o DAC apresentaram a recomendação técnica contra a intervenção na companhia aérea. Depois do encontro, o advogado Geral da União, José Bonifácio de Andrada, disse que recomendou que o governo não intervenha na Varig.Segundo ele, não é conveniente fazer a intervenção do ponto de vista jurídico porque a medida poderia suscitar ações na Justiça. ?Analisamos o quadro geral e o custo benefício, e consideramos que não convém fazer a intervenção?, disse. Bonifário de Andrada lembrou que o governo interveio na Transbrasil e que a medida gerou posteriormente ações na Justiça. A decisão sobre a intervenção, no entanto, deverá ser política.A discussão sobre a situação da Varig deverá ser feita em uma reunião entre os ministros da Fazenda, Pedro Malan, da Defesa, Geraldo Quintão, e do Desenvolvimento, Sérgio Amaral. Segundo uma fonte do governo que participou das reuniões de hoje sobre a crise do setor aéreo, ainda não foi marcada a data para esta reunião.A reunião sobre o caso Varig foi realizada em duas etapas. A primeira delas envolveu representantes do governo - o ministro Sérgio Amaral, o secretário do Tesouro, Eduardo Guardia, o diretor do Departamento de Aviação Civil (DAC), brigadeiro Venâncio Grossi, o secretário de organização institucional do Ministério da Defesa, José Augusto Varanda, o diretor de operações do BNDES, Eduardo Gentil, e o secretário-executivo do ministério, Benjamin Sicsú.Participaram da segunda parte das discussões o ministro Sérgio Amaral, o presidente da BR distribuidora, Julio Bueno, o presidente do Banco do Brasil, Eduardo Guimarães, o presidente da Infraero, Orlando Boni, além do diretor do BNDES, Eduardo Gentil.

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