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Governo teme pela concorrência na fusão Varig-TAM

O secretário de Direito Econômico (SDE), Daniel Goldberg, fez hoje um alerta sobre os riscos de uma eventual fusão entre Varig e TAM, em audiência pública na Câmara dos Deputados. Segundo ele, processos semelhantes em outros países, como Chile, Canadá e México, mostram que, em alguns anos, o setor aéreo pode passar por uma nova crise se a concorrência não for considerada no processo de fusão."É muito importante não esquecer de concorrência quando se fala em fusão aérea. Se sacrificar a concorrência, você só posterga o problema por três ou quatro anos e as empresas voltarão a bater na sua porta de novo", disse. Na opinião do secretário, quando há uma fusão desse porte, existe a tendência de exclusão dos concorrentes que operam com baixo custo e baixa tarifa.VarigO diretor-presidente em exercício da Varig, comandante Alberto Fajenan, afirmou que vê com entusiasmo a fusão com a TAM e rebateu as afirmações de Goldberg. "É difícil comparar o Brasil com outras regiões do mundo porque cada uma tem as suas especificidades", afirmou.Segundo Fajeman, o atual número de 17 empresas aéreas que operam no País pode garantir a concorrência. Ele garantiu que as demissões que têm ocorrido nas empresas aéreas são resultado mais da retração da atividade econômica do que do processo de fusão. TAMO presidente da TAM, Daniel Mandelli, também contestou o secretário, argumentando que as fusões de empresas aéreas em outros países não deram certo porque havia restrições impostas pelo governo local que impediram o sucesso da operação.Ele defendeu a fusão da empresa com a Varig argumentando que é necessário que o País tenha uma empresa forte na área de aviação. "É preciso ter uma empresa majoritária no mercado doméstico para fazer frente às gigantes do exterior porque senão vamos fazer algo que vai nascer morto", disse.Vasp e GolO diretor da Vasp José Fernandes Martins Ribeiro disse, na audiência pública, que a empresa apoiará a fusão Varig-TAM se for respeitada a concorrência. "Se com a fusão elas quiserem regulamentar o setor, não concordamos. A Varig e a TAM são agentes econômicos privados. Existem órgãos competentes para realizar a regulamentação do setor aéreo", afirmou.Para o vice-presidente institucional da Gol, José Carlos Mello, o mercado é o melhor regulador. "Um processo de fusão não tem de causar espanto. São fatos normais e não temos nada a ver com isso", disse. Fusão vai demorarO secretário-adjunto da Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae), do Ministério da Fazenda, Luiz Fernando Vasconcellos, disse que até o momento as duas empresas aéreas não apresentaram ao órgão todas as informações necessárias para a análise do processo de fusão.Por isso, não foi possível analisar todos os aspectos da operação. Segundo ele, a análise do processo pela Seae ainda vai requerer muito tempo.

Agencia Estado,

06 de maio de 2003 | 20h30

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