Governo tende a manter a meta da inflação em 4,5%

As incertezas que ainda prevalecem na avaliação dos cenários de médio e longo prazos devem consolidar a tendência de o Conselho Monetário Nacional (CMN) fixar em 4,5% a meta de inflação para 2011 e deixar para depois a análise sobre a conveniência ou não de se perseguir uma inflação menor no primeiro ano de mandato do sucessor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

AE, Agencia Estado

26 de junho de 2009 | 08h54

A meta de 4,5% para 2010 é consenso, e a estratégia adotada dará tempo ao governo para confirmar a de 2011. Afinal, a meta que o CMN definir na sua reunião de segunda-feira (dia 29) para 2011 só será validada em junho do próximo ano, conforme determina o sistema de metas de inflação. A avaliação predominante na equipe do Ministério da Fazenda, segundo fontes ouvidas pela Agência Estado, é a de que existe um risco de inflação global que está associado a esse cenário de incertezas no mercado externo.

O risco estaria atrelado aos ajustes que os governos de outros países devem fazer para corrigir os elevados déficits fiscais que foram criados para conter a crise financeira. "O momento exige cautela redobrada e deve ser conduzido sem precipitações que podem custar caro depois", disse uma fonte. Um recuo agora da meta, segundo fontes, poderia trazer mais prejuízos do que benefícios ao processo de retomada do crescimento econômico depois da desaceleração provocada pela crise financeira internacional. "Pode ter um repique da inflação. Não se sabe como a inflação vai se comportar quando o País voltar a crescer", disse uma fonte do Ministério da Fazenda. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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