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Governo tenta baratear conversores

Para reduzir preços dos conversores da TV digital, idéia é estender a todo o País benefícios da Zona Franca

Gerusa Marques, BRASÍLIA, O Estadao de S.Paulo

23 de novembro de 2007 | 00h00

O governo voltou a estudar a possibilidade de conceder benefícios fiscais para que o conversor da TV digital, também chamado set top box, possa ser produzido a preços competitivos em todo o País, e não só na Zona Franca de Manaus. A preocupação é garantir que a população possa ter acesso a um conversor barato para usufruir dos benefícios da TV digital, como sinais sem chuviscos e maior qualidade da imagem. Os ministros que participam do Comitê de Desenvolvimento da TV digital estão empenhados em encontrar uma solução, e essa é uma das opções, informou uma fonte.O governo não descarta a possibilidade de importar conversores, mas, para isso, teria de reduzir impostos de importação. O governo entende que não dá para aceitar um conversor mais caro que R$ 200. No início do mês, o ministro das Comunicações, Hélio Costa, chegou a dizer que havia uma campanha "insidiosa, na tentativa de evitar que a TV digital seja um sucesso no País". Na ocasião, o ministro criticou a indústria de televisores que, segundo ele, colocaria no mercado brasileiro uma caixinha conversora dos sinais digitais a um preço de R$ 700, considerado muito alto. Ele admitiu um preço de até R$ 500 para as caixinhas mais complexas, que permitem algumas funções de internet, como acessar e-mails. O set top box é usado para converter o sinal digital em analógico, permitindo que o telespectador continue a utilizar o televisor que tem em casa. A caixinha vai promover uma melhora na qualidade de imagem, mas para ter imagem e som com tecnologia digital e em alta definição é preciso que o televisor seja digital. O sinal analógico continuará a ser emitido até 2016. A idéia de se estender os benefícios fiscais da Zona Franca para todo o País, no caso dos conversores, já foi defendida por Hélio Costa no ano passado. Na época, no entanto, prevaleceu a posição do então ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Luiz Fernando Furlan, que queria os benefícios restritos a Manaus. QUEDATécnicos do setor avaliam que a extensão dos benefícios poderia baixar pela metade o preço de conversores que vêm sendo produzidos fora da Zona Franca. Na quarta-feira, a Positivo Informática, empresa do Paraná, anunciou que vai fabricar conversores a R$ 499. O conversor da Positivo é um dos poucos produzidos em Manaus. A empresa contratou a Teikon como fabricante terceirizada e, com o aumento da demanda, planeja transferir a produção para a recém-criada Positivo Informática da Amazônia.A maioria dos fabricantes decidiu importar o equipamento. Segundo Walter Duran, diretor de Tecnologia da Philips na América Latina, isso explica o preço atual de seu produto. "Quando começarmos a produzir em Manaus, no primeiro semestre do ano que vem, o custo deve cair", disse.A empresa anunciou um conversor fabricado na China que custa R$ 1.099, com saída digital, no formato HDMI. A Semp Toshiba também lançou dois conversores, que custam R$ 799 e R$ 1.090. O da Gradiente sai por R$ 799 e o da Sony, que só tem saída digital, tem preço de R$ 999. As três empresas estão importando o equipamento.A TV digital estréia em dezembro, na cidade de São Paulo. Em meados do próximo ano, chegará a Brasília, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Nas demais capitais, a previsão é de que o novo sistema seja implantado até o início de 2009. COLABOROU RENATO CRUZ

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