Governo tenta convencer base sobre reforma da Previdência

Após reunião, líderes dizem que ordem é que nada seja alterado no projeto da Previdência

André Ítalo Rocha, Tânia Monteiro, O Estado de S.Paulo

13 de março de 2017 | 21h45

BRASÍLIA - Após reunião com o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, para discutir a reforma da Previdência, o líder do governo no Câmara, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-BA), e o líder do governo no Congresso, deputado André Moura (PSC-SE), reforçaram que vão fazer de tudo para que o texto original da proposta enviada pelo presidente Michel Temer seja mantido “como está” ou que haja o mínimo possível de alterações.

“A ordem é essa”, afirmou Ribeiro, após ser questionado sobre se as lideranças vão trabalhar para que nada seja alterado. Moura, ao se deparar com a mesma pergunta, respondeu: “Queremos aprovar a reforma o mais próximo possível daquilo que foi encaminhado pelo governo.” Em outro momento, Moura disse não concordar com quem diz que a reforma da Previdência, “do jeito que está”, não será aprovada.

Embora reconheçam que o debate é “salutar”, em referência aos deputados da base aliada que pretendem apresentar emendas ao texto original, ambos os líderes ressaltaram que o momento não é de negociar pontos da reforma, mas de tirar dúvidas. “Há muitas dúvidas e há muita falta de informação”, afirmou Ribeiro.

Confiança. Após o encontro, do qual participaram os líderes da base aliada, Moura saiu em defesa de Padilha, que estava comandando a reunião, em seu primeiro dia de trabalho depois de retornar a licença de 21 dias. “O ministro Padilha tem a nossa confiança”, disse. E emendou, salientando que falava em nome de todos os líderes da base: “Eu entendo que ele, e hoje isso foi demonstrado claramente, tem um papel fundamental e goza da confiança de todos nós”. Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), endossou as palavras de Moura. “Contamos com o apoio indispensável do ministro Padilha”, declarou.

Durante sua ausência para tratamento de saúde, o ministro Eliseu Padilha foi atingido por denúncias de delatores na Operação Lava Jato. Se viu também atacado pelo ex-assessor do presidente Michel Temer José Yunes, que disse ter sido usado como “mula involuntária” por Padilha, no recebimento de dinheiro de caixa dois de campanha, em 2014. A reunião com os líderes, presidida por Padilha, durou cerca de duas horas e meia.

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