Governo tenta simplificar financiamento a exportação

O governo quer reformar os programas de financiamento e seguro à exportação para tornar mais rápida a análise dos projetos e utilizar melhor os recursos. "Vamos tentar melhorar o bem-estar dos clientes, sem piorar a situação dos demais envolvidos", disse o secretário de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda, Otaviano Canuto Filho.Hoje, o exportador que quer contratar um seguro precisa apresentar um projeto ao Comitê de Seguro de Crédito, que é o gestor do Fundo de Garantia à Exportação (FGE). O pedido será analisado numa reunião, que poderá levar até três meses para ser marcada. Canuto quer encurtar esse prazo para no máximo 15 dias. Para isso, em vez de o projeto ser analisado na reunião, ele ficará disponível numa intranet. Dessa forma, os membros do comitê poderão analisá-lo com mais rapidez e decidir sobre a operação. Além disso, o exportador poderá acompanhar o andamento do pedido.O secretário pretende unificar o Comitê de Seguro de Crédito e o Comitê de Crédito à Exportação, responsável pela análise dos projetos que requisitam financiamento ou de equalização de juros do Programa de Financiamento à Exportação (Proex). Dessa forma, um exportador que queira contratar financiamento e seguro terá os dois pedidos analisados juntos. Hoje, os processos tramitam separadamente e o exportador fica na dependência de duas reuniões para saber se poderá ou não levar o projeto adiante.Neste ano, o Proex tem um orçamento de R$ 2,417 bilhões, sendo R$ 1,246 bilhão para financiamento e R$ 1,171 bilhão para a equalização (valor recebido pelo exportador para aproximar a taxa de juros que ele paga no Brasil daquela paga pelos seus concorrentes estrangeiros). Segundo dados do governo, o principal destinatário dos recursos dos financiamentos do Proex é Angola, que detém 44% do valor financiado. Já o principal destinatário dos recursos do Proex-Equalização é a China. São operações para venda de aviões fabricados pela Embraer.

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