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Governo terá novo programa de incentivo à inovação

Três editais serão lançados nos próximos dias com o objetivo comum de financiar projetos de tecnologia e inovação industrial

JOÃO VILLAVERDE / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

12 de abril de 2014 | 02h07

O governo federal vai lançar três editais nos próximos dias para estimular o setor de ciência e tecnologia e também a inovação industrial. Segundo afirmou ao 'Estado' o novo ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Clélio Campolina, as medidas foram "demandadas" pela própria presidente Dilma Rousseff e deverão "irrigar o sistema científico e tecnológico" neste ano.

Os três editais têm como objetivo comum o estímulo financeiro aos laboratórios, institutos e universidades públicas e à pesquisa científica e tecnológica. O primeiro edital será voltado ao programa Pro Infra, conduzido pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), que vai financiar projetos de implantação, modernização, ampliação e recuperação de infraestrutura física de pesquisa nas instituições públicas de ensino superior e de pesquisa. Nos últimos anos, esse programa ofereceu linhas de R$ 300 milhões a R$ 500 milhões. O ministro não antecipou valores.

Outro edital será para a renovação e formação de novos institutos nacionais de ciência e tecnologia, que desenvolvam pesquisas em áreas estratégicas para o ministério, como biotecnologia e mudanças climáticas.

O terceiro edital que será lançado pelo governo refere-se à contratação de trabalhos no âmbito do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), voltado à formação de pesquisadores.

"A partir do lançamento dos editais, o sistema brasileiro, que envolve pesquisadores, técnicos e cientistas, já começa a se mover, preparar projetos e pesquisas para participar dos programas e isso faz mover o conhecimento no País imediatamente", disse Campolina. Ex-reitor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), ele assumiu o Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação há um mês. É o terceiro a comandar a pasta na gestão Dilma Rousseff. Antes dele, ocuparam o cargo Aloizio Mercadante e Marco Antônio Raupp.

Energia. Na entrevista ao Estado, a primeira desde que assumiu o ministério, Campolina também mostrou interesse do governo em discutir o fomento a energia nuclear como forma alternativa de gerar energia elétrica no País. "A energia nuclear tem uma grande trajetória tecnológica, mas novos avanços podem trazer mais segurança, algo importante no Brasil. Precisamos sempre identificar outros caminhos energéticos, não podemos investir em uma trajetória única", disse.

Desde o ano passado, o governo Dilma Rousseff iniciou uma lenta reformulação institucional da área nuclear no campo federal. A direção da estatal Indústrias Nucleares do Brasil (INB) foi trocada, de forma a dar mais agilidade para o órgão, que detém o monopólio da cadeia do urânio, crucial para geração de energia nuclear. O Palácio do Planalto também deseja criar uma agência reguladora de energia nuclear, absorvendo áreas que hoje fazem parte da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN).

O novo ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação também defendeu um estímulo maior ao desenvolvimento da biotecnologia no País. "A biotecnologia não necessariamente precisa ser trabalhada de forma única, mas precisamos envolver tudo, desde a área de fármacos até a agricultura, passando pela questão ambiental. Estamos desenhando um projeto especial para a biotecnologia na Amazônia."

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