Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

Governo terá vitória expressiva em votação da PEC do Teto, diz Geddel

Ministro da Secretaria de Governo participou de jantar com deputados da base aliada e afirmou estar convicto sobre a aprovação do texto que propõe limitar o gasto público à inflação

Isadora Peron, O Estado de S.Paulo

04 de outubro de 2016 | 00h56

BRASÍLIA - Após participar de um jantar com deputados da base aliada, o ministro Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo) afirmou que tem convicção de que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241, que estabelece um teto para os gastos públicos, vai ser aprovada na próxima semana.

"Nós vamos votar a PEC 241 e ter uma vitória expressiva em relação a isso", disse.

Segundo ele, o jantar teve como objetivo esclarecer que não haverá redução nos investimentos para saúde e educação, ponto considerado central pelos deputados. "Nós mostramos que em nenhuma situação teremos decréscimo de investimentos para essas áreas, nem na saúde nem na educação", afirmou.

O ministro disse ainda que o resultado da eleição municipal, que configurou numa derrota para o PT, mostrou que população está a favor da PEC, porque quer um governo que pratique a austeridade fiscal. "Esse resultado das eleições demonstrou que o povo rejeitou o discurso do golpe, da raiva, e mostrou que quer gestão e solução dos problemas. A sociedade brasileira quer, com muita nitidez, a propostas que indiquem austeridade fiscal, governo que não gaste mais do que arrecade, que combata a inflação."

Para Geddel, a alternativa à proposta é ou aumento dos impostos ou a falência das finanças públicas. "Esse tema é de fundamental importância para o País. Volto a insistir, a alternativa à PEC é aumento dos gastos, é chegar a um momento em que a dívida pública vai tomar conta do PIB, e o País vai quebrar".

Jantar. O encontro realizado nesta segunda na residência oficial da presidência da Câmara faz parte de uma maratona de reuniões prevista para o governo para esclarecer pontos da PEC e conquistar o apoio necessário para aprová-la na Casa. 

Durante o jantar, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, respondeu a perguntas dos parlamentares. Além de Meirelles e Geddel, os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Dyogo Oliveira (Planejamento) também participaram do encontro. Segundo a assessoria de imprensa da presidência da Câmara, cerca de 50 deputados vieram à reunião.

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