Brendan Smialowski/AFP
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Coluna

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Governo Trump propõe pacote de US$ 850 bi para estimular economia

Projeto que será apresentado ao Congresso americano inclui corte de impostos para empresas

Beatriz Bulla, correspondente, Washington Post

17 de março de 2020 | 10h43
Atualizado 26 de março de 2020 | 17h18

WASHINGTON - O governo Donald Trump anunciou nesta terça-feira que irá propor um pacote de estímulo de US$ 850 bilhões - o equivalente a mais de R$ 4,2 trilhões - para evitar que a economia americana entre em colapso com o avanço da pandemia do coronavírus. As medidas incluem distribuição de cheques aos americanos que poderão ser no valor de U$ 1 mil, que o governo pretende enviar dentro de duas semanas.

Analistas apontam que o pacote será maior do que o solicitado pelo governo Obama para retirar o país da recessão em 2009. "Vai ser grande", disse Trump.

O secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, anunciou em coletiva de imprensa ao lado de Trumo nesta tarde que o presidente o orientou a fazer o operacionalizar os pagamentos diretos aos americanos imediatamente. "O presidente nos orientou a fazer isso agora, então será agora. Isso (crise) não é culpa dos trabalhadores americanos. Usaremos todos os instrumentos que temos e os que não temos negociaremos com o Congresso", disse Mnunchin. Trump prometeu mais detalhes sobre os pagamentos em breve.

O governo Trump e o próprio presidente americano mudaram de tom no combate à crise de saúde e econômica gerada pelo coronavírus nesta semana. Há uma semana, Trump minimizava os impactos da pandemia. O presidente americano disse hoje, em uma das coletivas de imprensa diárias sobre o tema na Casa Branca, que há um "enorme espírito" de trabalho conjunto no Congresso, que já aprovou legislação para que os testes de coronavírus sejam gratuitos.

O Tesouro americano também que pagamentos de tributos podem ser adiados por 90 dias, sem taxa ou multa. As pessoas poderão adiar o pagamento ao fisco de até US$ 1 milhão e as empresas, de até US$ 10 milhões. A previsão de Mnunchin é de que isso corresponda a uma injeção de 300 bilhões na economia americana para atravessar pelos períodos de baixa produção e consumo. 

A Casa Branca voltou a dizer que apoia o pedido de US$ 50 bilhões feito pelo setor área, prejudicado com as restrições de rotas e cancelamentos de viagens. A solicitação foi feita ontem pelas empresas, que pedem alívio tributário, subsídios e garantia de empréstimos. O governo americano também pretende apoiar o setor de cruzeiros.

Depois de cortar os juros no domingo, o Federal Reserve, Banco Central dos EUA, fez hoje novo anúncio já usado na crise de 2008. O Fed irá comprar dívidas de curto prazo das empresas.

Ontem, o governo americano solicitou que não sejam feitas aglomerações de mais de dez pessoas e que as pessoas trabalhem de maneira remota, de suas casas, sempre que possível. Hoje, Trump voltou a fazer o pedido e disse que "sacrifícios e mudanças temporárias" ajudarão a combater o vírus. "Nossa economia vai se recuperar rapidamente", disse o americano.

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