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Governo vai acelerar execução de investimento em 2007

Governo continua trabalhando para que os R$ 11,3 bilhões sejam investidos até o final do ano

Adriana Fernandes e Renata Veríssimo, da Agência Estado,

28 de agosto de 2007 | 17h42

A execução dos investimentos do governo em 2007 vai acelerar. A garantia foi dada nesta terça-feira pelo secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin. Segundo ele, "os investimentos estão crescendo, e o PPI (Projeto Piloto de Investimentos) vai mostrar isso". Na avaliação do secretário, a aceleração vai ficar mais clara quando o governo divulgar, em setembro, o balanço do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC).Apesar da declaração, continua lenta a execução dos investimentos incluídos no PPI, considerados prioritários. Até julho, apenas R$ 1,5 bilhão foi pago de despesas do PPI, metade da meta de R$ 3 bilhões prevista para agosto. O valor também está muito distante dos R$ 11,3 bilhões de gastos com PPI previstos para 2007. Mesmo com o desempenho aquém do programado, o secretário afirmou que o governo continua trabalhando para que os R$ 11,3 bilhões sejam investidos até o final do ano.DespesasO secretário do Tesouro Nacional disse que é equivocada a interpretação de que as contas do Governo Central apresentam um superávit maior porque o governo não consegue acelerar as despesas com investimentos. Segundo ele, os dados apontam para um crescimento de 23% dos investimentos totais do governo nos sete primeiros meses do ano. "É uma questão matemática óbvia. Os investimentos estão crescendo", ressaltou. Augustin destacou que os superávit está maior porque as "despesas crescem num ritmo mais lento do que as receitas".O secretário criticou as avaliações que a imprensa tem dado para os dados de investimentos e desafiou: "Os investimentos estão crescendo e os números vão mostrar isso". Ele ponderou que a realização dos investimentos depende de um planejamento e andamento até que as despesas sejam efetivamente pagas. "É preciso sempre lembrar que o processo de crescimento dos investimentos tem um prazo", afirmou.Tranquilidade Augustin disse ainda que o Tesouro, apesar das turbulências externas, está em uma posição tranqüila para a realização dos leilões de títulos brasileiros. Segundo o secretário, o Brasil tem reservas que permitem ao Tesouro, em caso de necessidade causada por elevada agitação no mercado financeiro, cancelar o leilão. "Se, eventualmente, as taxas estiverem acima do que consideramos as taxas de equilíbrio, podemos adotar uma política conservadora, ou, simplesmente, não fazermos o leilão. O importante é que possamos agir para dar tranqüilidade e deixar claro para o mercado a solidez do País", afirmou o secretário.Augustin destacou que o Brasil está "bem avançado" nas metas, do ponto de vista do plano de rolagem da dívida mobiliária interna para este ano. Ele afirmou que os leilões previstos para esta semana estão mantidos, por enquanto. Augustin disse também que os vencimentos de títulos em agosto são pequenos. "Nossa tranqüilidade é total."Em julho, o Tesouro fez um resgate líquido de papéis no valor de R$ 39,4 bilhões. O secretário avaliou que as turbulências internacionais não afetarão o Brasil. Segundo ele, os fundamentos da economia brasileira estão sólidos e farão com que o País, quando acabar a turbulência, esteja em situação ainda melhor.

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