André DuseK/Estadão
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Governo vai alterar tributação de instrumentos de poupança, diz Levy

A uma plateia de investidores, ministro da Fazenda afirmou que o 'alinhamento da tributação' de aplicações como LCI e LCA faz parte da agenda de crescimento e que será feito em breve

Lorenna Rodrigues, O Estado de S. Paulo

21 Maio 2015 | 09h49

BRASÍLIA - O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse que está trabalhando no alinhamento tributário dos instrumentos de poupança, o que deverá ser feito em breve. A mensagem foi dada pelo ministro em vídeo enviado para o encerramento do 8º Congresso Anbima de Fundos de Investimento, que ocorreu nesta  quarta-feira, 20, em São Paulo. 

O ministro, que estaria presente no evento, cancelou sua participação e enviou o vídeo para ser transmitido aos presentes.  

"Ainda estamos muito envolvidos nessa agenda do ajuste fiscal, mas, como parte da agenda do crescimento, estaremos brevemente lidando com a tributação dos instrumentos de poupança e de mercado de capitais", disse o ministro.  

Desde que assumiu, em janeiro, Levy vem falando de aumentar a tributação cobrada em instrumentos como Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) e Letras de Crédito Imobiliário (LCI) para igualar à de outros investimentos de renda fixa.   

Segundo Levy, alinhar a tributação dos instrumentos é importante para que a escolha dos investidores se dê pela adequação a seu perfil, e não por vantagem fiscal. 

"Acreditamos que vá ser uma parte essencial dessa política de crescimento para os próximos anos. É uma política que vai envolver o mercado, vai envolver o setor privado, com instrumentos novos", completou, dizendo que a intenção é também fortalecer debêntures de infraestrutura junto com o mercado e o Congresso Nacional.

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