Governo vai avaliar possibilidade de novos incentivos

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, disse hoje que o governo deve se reunir, na próxima semana, para avaliar a possibilidade de novas medidas ou incentivos a setores da economia, tendo como base as discussões feitas hoje pelo Grupo de Acompanhamento da Crise (GAC), em reunião realizada no Ministério da Fazenda.

ISABEL SOBRAL, Agencia Estado

17 de junho de 2009 | 19h55

Ele relatou que a reunião mostrou um quadro bastante parecido com o do último encontro do grupo. "Temos alguns setores que estão reagindo muito bem, como a construção civil, o setor naval e o varejo. Mas temos outros com algumas dificuldades em razão da diminuição das exportações e da falta de investimentos", disse o ministro.

O setor de bens de capital (máquinas e equipamentos), segundo ele, foi um que apresentou números negativos, porém muito parecidos com os da última reunião e esse é um setor, segundo o ministro, que reflete muito a falta de investimentos. "E isso é causado pela grande ociosidade que alguns segmentos ainda têm, na faixa dos 80%", disse.

O ministro relatou que não se tratou de possível prorrogação da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) em vigor em setores como automóveis, materiais de construção e eletrodomésticos da linha branca (geladeiras, fogões, lavadoras e tanquinhos). Mas ele confirmou que os representantes da área de materiais de construção pediram uma prorrogação do benefício, alegando que ainda precisam de um pouco mais de tempo para que os consumidores sintam o efeito desse estímulo fiscal.

Além disso, segundo Miguel Jorge, esse mesmo setor também pediu que, se a prorrogação for concedida, que ela não seja anunciada no último dia, alegando, segundo o ministro, que o setor não trabalha com altos estoques como os outros segmentos beneficiados pela redução do imposto.

Ele afirmou que o governo avalia que a crise ainda não passou totalmente e, por isso, o ministro não descarta a possibilidade de novas medidas serem adotadas. "Nós nunca dissemos que a crise já passou. Até porque, se já tivesse passado, estaríamos numa situação como a do início do ano passado", disse.

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