Governo vai baixar preço do gás de cozinha

O governo prepara-se para anunciar, nesta semana, um corte da ordem de R$ 3,00 no preço ao consumidor do gás de cozinha. É possível que haja, ainda, uma redução no preço da gasolina. Ambas as medidas serão motivadas pela recente queda na cotação do dólar e pelo recuo na cotação do barril de petróleo. Na avaliação da área econômica do governo, os preços cobrados pela Petrobrás estão defasados com relação às cotações internacionais.Segundo a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), os preços internos dos combustíveis estão acima do preço internacional. "Considerando as cotações externas dos preços desses produtos e do dólar americano em 15 de junho, essas margens situam-se na ordem de 8,5% para os preços da gasolina e do GLP (gás de cozinha), de 24% para o preço do óleo diesel e de 13,8% para o preço do querosene de aviação", diz o documento.Com isso, o Executivo federal atacará um ponto que incomoda o presidente Luiz Inácio Lula da Silva desde o primeiro dia de seu mandato: o peso do gás de cozinha no orçamento das famílias de baixa renda. Além disso, a redução do preço dos combustíveis ajudará a contrabalançar o impacto do reajuste das tarifas de telefonia nos índices de inflação. Terá, ainda, o efeito de minimizar estragos na popularidade do presidente Lula por causa do aumento das companhias telefônicas.As medidas em estudo envolvem principalmente o gás de cozinha. A redução do dólar e do petróleo permitirá à Petrobrás promover um corte em seus preços. No entanto, não é só a estatal que responde pelo preço do botijão de gás. Há ainda o peso dos tributos e as margens de comercialização, consideradas elevadas. Por isso, o governo negocia uma redução junto aos distribuidores e revendedores. "Todos os agentes têm de fazer alguma coisa", costuma dizer o presidente da Petrobrás, José Eduardo Dutra, quando questionado sobre o assunto.

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