Governo vai cobrar explicação da Gol

Empresa fechou a Webjet e demitiu 850 na sexta; ministérios do Trabalho, da Fazenda, SAC e Anac acompanham o caso

O Estado de S.Paulo

28 de novembro de 2012 | 02h09

O governo vai tentar interceder na decisão da Gol anunciada na última sexta-feira de demitir 850 empregados da companhia aérea Webjet, adquirida em julho do ano passado pela Gol.

O Ministério da Fazenda acompanha o caso com atenção e outros órgãos do governo já estão envolvidos diretamente em conversas com a Gol, como a Secretaria de Aviação Civil (SAC) e o Ministério do Trabalho.

Hoje, o presidente da Gol, Paulo Sérgio Kakinoff, e o presidente do Conselho de Administração da companhia, Constantino de Oliveira Júnior, estarão em Brasília para participar de uma reunião com o ministro da Secretaria de Aviação Civil (SAC), Wagner Bittencourt, e com o presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Marcelo Guaranys, sobre o encerramento das operações da Webjet.

Uma comitiva formada por oito ex-funcionários da Webjet foi ao Ministério do Trabalho na tarde de ontem pedir a intermediação do governo na tentativa de reverter as demissões.

Em reunião que pretende ter com a empresa, o ministro do Trabalho, Brizola Neto, "lembrará" à Gol que o setor aéreo será um dos beneficiados pela desoneração da folha de pagamentos, que entrará em vigor em 2013.

Mas, segundo fontes do governo ouvidas pela Agência Estado, a possibilidade de excluir a Gol da desoneração da folha de pagamentos, como sugeriu anteontem o Sindicato Nacional dos Aeronautas, em retaliação ao fim da Webjet, não deve prosperar. O benefício foi concedido para aumentar a competitividade do setor aéreo. Mas, ao contrário das desonerações do IPI, não houve compromisso de manutenção do emprego. O governo, porém, esperava que a Gol considerasse isso antes de demitir / CÉLIA FROUFE E ADRIANA FERNANDES

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