Governo vai coibir fraude em origem de importação

Empresas brasileiras compram produtos do exterior e trocam no Brasil a placa com a descrição da origem

Célia Froufe, Renata Veríssimo e Isabel Sobral, da Agência Estado,

29 de junho de 2009 | 13h51

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, afirmou que o seu ministério, em conjunto com a Receita Federal e o ministério da Fazenda, terão nos próximos dias uma "ação dura" com empresas brasileiras que compram produtos do exterior, em especial do Sudeste Asiático, e trocam no Brasil a placa com a descrição da origem do produto.

 

Veja também:

linkGoverno prorroga IPI menor e desonera bens de capital

linkGoverno reduz TJLP e custo de repasse de recursos ao BNDES

linkEm anúncio de novas medidas, Mantega critica governadores

especialAs medidas do Brasil contra a crise

especialAs medidas do emprego

especialDe olho nos sintomas da crise econômica 

especialDicionário da crise 

especialLições de 29

especialComo o mundo reage à crise 

"Detectamos este problema sério e este se trata de um comportamento absolutamente inaceitável, que queremos enterrar nesse País", afirmou Miguel Jorge, durante o anúncio da continuação da renúncia fiscal do governo a vários produtos para que haja retomada do crescimento do País, após a crise financeira internacional.

 

De acordo com o ministro, o apoio dos empresários neste momento é de fundamental importância para que as ações tomadas pelo governo surtam efeitos positivos. "É preciso reconhecer: nunca se teve uma interação tão grande entre o setor produtivo e o governo como no atual governo Lula", afirmou, sendo aplaudido por uma plateia composta de empresários cujos setores serão beneficiados pela medida.

 

O ministro aproveitou para informar que entra em vigor depois de amanhã, 1º de julho, a lei que legaliza o microempreendedor individual. Segundo o ministro, a nova lei deve tirar 3 milhões de pessoas da informalidade. Miguel Jorge destacou que ambulantes, por exemplo, com pagamento de R$ 50 por mês, terão acesso a crédito e programas públicos, como os de saúde. "Eles passarão a ser cidadãos completos", disse ele.

 

Miguel Jorge comentou ainda que, entre as medidas anunciadas hoje, haverá a criação do Fundo Garantidor de Crédito voltado para caminhoneiros autônomos, que não têm garantias hoje para comprar um veículo novo ou pelo menos mais atualizado que o seu. Com isso, de acordo com o ministro, finalmente ocorrerá no País o programa de renovação da frota de caminhões, medida solicitada pelo presidente Lula ao ministro há muitos meses. Ele avalia que o universo de beneficiados com essa medida poderá chegar a 700 mil pessoas.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.