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Governo vai discutir preço da gasolina com Petrobrás

Para Lula, estatal é importante para o superávit primário

Nicola Pamplona e Kelly Lima, O Estadao de S.Paulo

19 de março de 2009 | 00h00

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem, após visitar o terminal de gás natural liquefeito da Baía de Guanabara, que o governo vai discutir eventual redução no preço da gasolina com a Petrobrás. Apesar de dizer que não deveria falar do tema, afirmou que qualquer reajuste deveria ser discutido no âmbito ministerial, considerando a importância da estatal para o superávit primário do governo. O comentário é mais um sinal de que a Petrobrás não tem autonomia para decidir o assunto. "Essa é uma reunião que nós temos de fazer com a Petrobrás. O ministro tem de conversar com a Petrobrás, ver qual é a oportunidade de fazer isso sem causar problema à Petrobrás, sem causar problema ao superávit, porque vocês sabem que a Petrobrás contribui muito com o superávit primário que o governo faz", disse o presidente, sem especificar qual ministro vai debater o assunto. A Petrobrás não parece disposta a discutir o tema agora, embora analistas vejam grande defasagem entre os preços internos e os praticados no mercado internacional, que refletem a queda das cotações do petróleo. "Sempre dissemos que não vamos repassar nem quando tiver surto de preço alto nem quando tiver surto de preço baixo", reforçou o presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli. Lula disse que o novo marco regulatório para o pré-sal está pronto e deve ser apresentado nos próximos dias pelo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. Se aprovado, será levado ao Congresso. Lula espera retomar em breve os leilões de áreas exploratórias da Agência Nacional do Petróleo (ANP). "Não vamos ficar com essa reserva embaixo da terra, dizendo que o Brasil tem muitas reservas. Queremos é explorar." Gabrielli reforçou que o preço atual do petróleo viabiliza o pré-sal, ao contrário de avaliação feita pelo ministro do petróleo da Arábia Saudita, Ali Al-Naimi - para quem o pré-sal só seria viável com petróleo a US$ 60 por barril. "A Arábia Saudita não tem experiência em poços no mar", disse Gabrielli.Em breve discurso de improviso durante a visita ao terminal, Lula disse que os recentes investimentos da Petrobrás na área de gás garantem a independência energética do país, mesmo que continue importando gás boliviano até o fim do contrato, em 2019. "Não vamos ficar dependentes do bom humor de ninguém", disse o presidente, em um recado à Bolívia, cujas sucessivas crises institucionais já ameaçaram algumas vezes o envio de gás ao Brasil. Resultado de investimentos de R$ 865 milhões, o terminal de GNL da Baía de Guanabara tem capacidade para movimentar até 14 milhões de metros cúbicos ao dia.

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