Governo vai discutir vaca louca na OMC

O governo brasileiro vai começar uma ofensiva na Organização Mundial do Comércio (OMC) para tentar reverter o embargo à carne bovina adotado, até agora, por China, Japão e África do Sul. Nos próximos dias, serão abertas consultas com os países que suspenderam a importação por causa de um animal contaminado com o agente causador da doença da vaca louca no Paraná. A representação brasileira na OMC também vai iniciar uma discussão sobre o caso no Comitê de Medidas Sanitárias e Fitossanitárias (SPS).

LISANDRA PARAGUASSU / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

15 de dezembro de 2012 | 02h08

A consulta é um primeiro passo de negociação, onde são apresentados esclarecimentos diretamente a um país sobre as medidas tomadas e se evita a abertura de um painel, em que se denunciam práticas comerciais inapropriadas e pode terminar em medidas legais, como retaliações.

Já no Comitê a intenção do governo é reforçar as explicações e comprovar que o País não tem risco para a Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB) - nome oficial da doença - e firmar posição na OMC como um todo. Mesmo depois do caso do Paraná, a Organização Internacional de Saúde Animal (OIE) considera o Brasil como "risco insignificante" para a doença, avaliação que os diplomatas pretendem usar para demonstrar que o embargo à carne bovina é injustificado.

"As iniciativas são superpostas e se somam às gestões bilaterais nas capitais. O Itamaraty pôs todo seu time e seu arsenal diplomático à disposição do Ministério da Agricultura para evitar uma discriminação injustificada à carne brasileira", disse ao Estado o porta-voz do Itamaraty, embaixador Tovar Nunes.

Ontem, nenhum dos países que estariam estudando o embargo confirmou a suspensão, o que mantém o problema limitado a China, Japão e África do Sul. COLABOROU VENILSON FERREIRA

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