Governo vai incentivar produção de trigo, diz Stephanes

Ministro afirmou que as medidas de apoio de curto prazo já foram tomadas e que incentivo será de médio prazo

FABÍOLA SALVADOR, Agencia Estado

28 de abril de 2008 | 18h04

O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, afirmou nesta segunda-feira, 28, que o governo vai elaborar uma política com objetivo de estimular a produção de trigo no médio prazo. Ele afirmou que as medidas de apoio de curto prazo já foram tomadas, como o reajuste dos preços mínimos de garantia e a concessão de recursos a juros controlados, decisões tomadas na semana passada pelo Conselho Monetário Nacional.Ele citou ainda que para ampliar a oferta interna de trigo foi reduzida a Tarifa Externa Comum (TEC) para importação de países que não fazem parte do Mercosul. Stephanes voltou a afirmar que as medidas anunciadas pelo governo devem significar aumento de 25% na produção desta safra, que já está sendo plantada nos Estados da Região Sul do País.Stephanes observou ainda que os preços do trigo no mercado internacional estão em queda. Ele lembrou que o Brasil deixou de produzir trigo, porque era mais barato importar do que manter a produção interna, devido aos altos custos de produção. Parlamento europeu Stephanes se reuniu nesta segunda-feira, 28, com parlamentares da União Européia, que estão no Brasil para avaliar a situação da cadeia produtiva de carne bovina e também para conversar sobre a produção nacional de biocombustíveis.Após a reunião, o ministro disse que o Brasil vai propor à União Européia mudanças no modelo de rastreabilidade exigido aos pecuaristas brasileiros. O pedido será feito depois que o País for capaz de retomar a confiança do mercado. O ministro ressaltou a importância da visita, dizendo que os deputados poderão ter melhor "compreensão" da situação da pecuária de corte do Brasil. Durante a reunião Stephanes disse ter sido questionado sobre a preservação da Amazônia, sobre a produtividade das lavouras do País e sobre um tema recorrente no mercado internacional que é a capacidade do Brasil em se transformar num grande celeiro de produtos agrícolas. "Eu disse a eles que o Brasil tem a pretensão de aproveitar o momento de melhorar os preços no mercado internacional para aumentar suas exportações."Sobre a bioenergia, o ministro disse que o País não pode ser acusado de deixar área para a cana-de-açúcar e de deixar de produzir grãos. A produção agrícola do País tem crescido nos últimos dez anos e o grande vilão desta polêmica são os Estados Unidos, que produzem etanol a partir do milho.

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