Amanda Perobelli/Estadão - 18/2/2017
Amanda Perobelli/Estadão - 18/2/2017

Governo vai liberar parte de FGTS inativo

Parcela de resgate das contas inativas deve seguir o mesmo porcentual da autorização das contas ativas; autorização em 2017 injetou R$ 44 bilhões na economia

Adriana Fernandes e Camila Turtelli, O Estado de S.Paulo

17 de julho de 2019 | 22h08

BRASÍLIA - Além da liberação das contas ativas (dos contratos atuais) do FGTS, o governo deve permitir também que os trabalhadores saquem uma parcela das contas inativas, vinculadas aos empregos anteriores.

Em 2017, o ex-presidente Michel Temer autorizou a retirada total dos recursos das contas inativas, o que injetou R$ 44 bilhões na economia. Agora, porém, para evitar que o fundo perdesse recursos que são usados como fonte de financiamentos imobiliários, de saneamento e de infraestrutura, a equipe econômica defende que apenas seja autorizado o saque de uma parcela das contas inativas. O martelo deve ser batido hoje, antes do anúncio oficial.

A parcela de resgate das contas inativas deve seguir o mesmo porcentual da autorização das contas ativas. Até esta quarta-feira, a escala era a seguinte: quem tem até R$ 5 mil no fundo, poderia pegar 35% do saldo; trabalhadores com até R$ 10 mil no FGTS teriam autorização para sacar 30%. Ainda se discutia qual parcela terá direito quem tem entre R$ 10 mil e R$ 50 mil no FGTS, mas o porcentual não foi definido. Acima de R$ 50 mil, o trabalhador só poderia sacar 10% do saldo total.

A dificuldade em estabelecer a porcentual de saque dos trabalhadores que têm entre R$ 10 mil e R$ 50 mil se deve ao fato de que é o intervalo em que há mais recursos acumulados. O limite, no entanto, deve ficar numa faixa intermediária menor que 30% mas acima de 10%.

“Pensamos num mecanismo que ajudasse os mais pobres. Não dá para soltar para todo mundo na mesma proporção. Por isso, as faixas mais altas terão porcentual menor de saques”, afirmou uma fonte.

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