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E-Investidor: Itaúsa, Petrobras e Via Varejo são as ações queridinhas do brasileiro

Governo vai propor temas para reforçar Mercosul

O Ministério das Relações Exteriores deve concluir dentro de duas semanas umalista das negociações que o Mercosul poderá, de fato, levar adiante no segundo semestre deste ano, durante a presidênciatemporária do Brasil. Entre essas opções aparecem como imprescindíveis a revisão parcial da Tarifa Externa Comum (TEC) e aconclusão das regras do acordo automotivo entre o Brasil e a Argentina.O tom prático da gestão brasileira se deve principalmente ao interesse do governo de garantir a sobrevida do bloco, em ummomento de crise econômica de três sócios e de instabilidade financeira e incerteza eleitoral no Brasil.O trabalho vem sendo coordenado pelo subsecretário-geral de Assuntos de Integração, Econômicos e de Comércio Exterior doItamaraty, Clodoaldo Hugueney, em cooperação com os ministérios da Fazenda, do Desenvolvimento e da Agricultura. Fontes dogoverno informaram ao Estado que a execução dessa tarefa foi discutida durante a reunião, na última quarta-feira, do presidenteFernando Henrique Cardoso com os ministros da Fazenda, Pedro Malan, das Relações Exteriores, Celso Lafer, doDesenvolvimento, Sérgio Amaral, da Agricultura, Marcus Vinícius Pratini de Moraes, e da Casa Civil, Pedro Parente.O governo brasileiro teme que o Mercosul desmorone justamente nos últimos meses do último mandato de FHC. Oesfacelamento do bloco significaria o fracasso de um dos pilares da política externa ditada e conduzida com insistência pelo atualpresidente brasileiro. Daí a lógica de não sobrecarregar os governos dos sócios com questões que dificilmente serãofechadas ainda neste ano e de investir em pontos que possam reativar o comércio regional e preparar o bloco para negociaçõesmais pesadas.A revisão da TEC segue essa segunda premissa. Há dois anos, os quatro sócios concordaram em rever todo o sistema tarifário,para adequar as alíquotas às condições dos setores produtivos. Desta vez, a revisão ampla dará lugar a uma reavaliação pontual,apenas para alguns setores-chave. O objetivo será atualizar a TEC, mesmo parcialmente, porque essa será a base da propostade redução de tarifas que o Mercosul apresentará em abril, nas negociações da Área de Livre Comércio das Américas (Alca).Aomesmo tempo, o Mercosul dará seu sinal ao mundo de que manterá seu caráter de união aduaneira.Essa revisão será útil também para as negociações entre o Mercosul e a União Européia. No final de julho, os ministros da áreacomercial dos países envolvidos deverão encontrar-se no Brasil para dar um empurrão nessas conversas, levadas em banho-mariaprincipalmente por causa do desinteresse europeu e da crise nas economias do Mercosul. Dessa reunião, o Brasil esperaconseguir um limite para essas negociações ? de preferência, até o final de 2004 ? e o compromisso de ambos os lados demelhorar as atuais ofertas de liberalização do comércio.Sem possibilidades de ser fechado até o início de julho, quando os presidentes dos quatro países se reunião em Buenos Aires,o acordo automotivo continuará na pauta. Primeiro, porque se trata de uma peça fundamental nas relações comerciais entre osdois principais sócios do Mercosul. Segundo, porque o Brasil tem urgência em manter um compromisso definido que preveja, sepossível, a antecipação da total liberalização das vendas de veículos e autopeças dentro do bloco.O tema do financiamento aocomércio entre os sócios do Mercosul também seguirá em discussão, por conta do fracasso nas negociações sobre um novomodelo para o Convênio de Crédito Recíproco (CCR).

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