Ed Ferreira/Estadão
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Governo vai rever para baixo o PIB de 2013 previsto no orçamento

Ministro Guido Mantega que expansão de 3,5% será 'certamente' rebaixada, mas não disse para quanto

Adriana Fernandes, Renata Veríssimo e Laís Alegretti, Agencia Estado

29 de maio de 2013 | 12h56

BRASÍLIA - O governo vai rever para baixo a projeção de alta de 3,5% do PIB em 2013, contida no Orçamento de 2013. Segundo o ministro Guido Mantega, o número 'certamente' será revisto após a divulgação do resultado da economia no primeiro trimestre do ano, com variação de apenas 0,6% em relação ao trimestre anterior.

Provocado pelos jornalistas a fazer uma nova previsão para o crescimento do Brasil este ano, Mantega evitou cravar um número, mas afirmou que a economia brasileira começou o ano "muito melhor que no ano passado".

"Se tivermos trajetória semelhante do ano passado, estaremos bem e poderemos atingir taxa satisfatória este ano", afirmou o ministro.

O ministro afirmou que a presidente Dilma Rousseff ficou 'muito satisfeita' com o resultado do investimento no PIB do primeiro trimestre. "Isso significa crescimento de qualidade", reafirmou. O fluxo de investimentos cresceu 4,6% no trimestre, em comparação ao quarto trimestre do ano passado.

 

Mantega destacou que o governo vai rever a projeção de PIB no próximo relatório de reprogramação orçamentária. "Certamente iremos rever quando fizermos o próximo relatório", disse.

Segundo o ministro, é preciso olhar os trimestres sucessivos para fazer uma avaliação. "Não dá para olhar um trimestre só. Estamos no meio do segundo trimestre e os dados são muito bons, abril está fechado e quase todos os indicadores são positivos, como papelão ondulado", avaliou.

 

Mantega antecipou que a atividade acelerou em abril e provavelmente em maio. Ele ponderou ainda que houve uma melhora do mercado de capitais, com vários lançamentos de novas ações (IPOs), o que, na sua avaliação, mostra que a confiança no País está melhorando.

O ministro ressaltou ainda que o fluxo de Investimento Estrangeiro Direto (IED) para o Brasil é um dos maiores do mundo. Segundo ele, as captações das empresas no exterior estão indo muito bem.

Ele citou os exemplos das ações da Petrobrás e do Banco do Brasil. "O mercado está vendo de forma mais positiva", disse. Na sua avaliação, a bolsa brasileira no último mês teve comportamento bom, melhor que em outros países. "O ambiente econômico está melhorando no País", avaliou.  

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