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Governo vê arrecadação com preocupação, diz Augustin

Secretário do Tesouro Nacional sinaliza que a arrecadação de setembro ainda não mostra reação

ADRIANA FERNANDES, Agencia Estado

07 de outubro de 2009 | 12h21

O secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, disse nesta quarta-feira, 7, que o governo ainda vê com "grande preocupação" o quadro da arrecadação federal. O secretário sinalizou que a arrecadação de setembro da Receita Federal ainda não mostrou reação à melhora dos indicadores econômicos. Ao ser questionado se a arrecadação de setembro tinha melhorado, o secretário respondeu: "Nós ainda estamos vendo o quadro com uma preocupação grande. Temos que ficar atentos para que a atividade econômica tenha um efeito na arrecadação", disse o secretário após participar de reunião fechada com parlamentares, na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados.

 

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Augustin e assessores do Tesouro apresentaram na reunião dados sobre a evolução das contas públicas até agosto. Questionado sobre a polêmica com o Banco Central (BC) em torno do risco do aumento dos gastos públicos levarem o Comitê de Política Monetária (Copom) a elevar a taxa de juros, o secretário disse que a prioridade do governo é garantir o crescimento da economia. "O Tesouro Nacional continua na linha do governo de trabalhar para que a economia cresça. Essa deve ser a prioridade do Brasil: garantir o crescimento", disse.

Na avaliação do secretário, não é hora de se achar que o trabalho feito para a retomada do crescimento esteja concluído. "Pelo contrário, estamos ainda trabalhando para que o crescimento do País possa acontecer e tenhamos em 2009 um ano com algum crescimento e um excelente ano em 2010", disse. "Entendemos que é preciso aumentar o crescimento", justificou. De janeiro a agosto, a arrecadação da Receita Federal apresentou uma queda real de 7,40% em relação ao mesmo período do ano passado.

Real

Augustin admitiu que a sequência de alta do real traz uma preocupação com o risco de a entrada maior de dólares para o País aumentar a desvalorização do dólar e prejudicar a economia brasileira. Segundo ele, o governo está atento para que isso não traga dificuldades para as exportações. Augustin disse que o BC está monitorando diariamente o mercado para evitar que haja distorções na taxa de câmbio. "O BC está monitorando no sentido de manter os fluxos compatíveis. Isso é feito diariamente pelo BC. Vai continuar sendo feito", disse.

O secretário ponderou, no entanto, que o aumento do fluxo de capital externo para o Brasil é resultado do "sucesso" da economia. "No médio e longo prazos, a situação é favorável para o Brasil em termos de fundamentos econômicos. Com o nosso terceiro grau de investimento, isso fortaleceu. Somos um país seguro e rentável. Portanto, é natural que haja uma efeito de mercado financeiro no Brasil. Evidentemente, estamos acompanhando", disse.

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