Governo venderá sua participação na PSA em junho

O governador do Rio, Anthony Garotinho, disse que o Estado valorizará ao máximo sua participação na PSA Peugeot-Citroen do Brasil. "Estamos contratando uma consultoria que fará uma avaliação econômica do investimento e a partir de junho, quando o Estado termina de integralizar sua participação, poderemos vendê-la", explicou o governador. O Estado se dispôs a participar com 32% do capital da PSA no Brasil para possibilitar a construção da fábrica no município de Porto Real, sul do Rio. O investimento do Estado ficou entre R$ 100 mi e R$ 140 mi. Inicialmente, o contrato assinado ainda com o governador Marcello Alencar, em 1988, previa que o Estado participaria do capital da empresa, pelo menos, até 2013. O presidente mundial da Peugeot-Citroen, Jean Martin Folz, explicou que a empresa não se importa em dispensar o Estado deste compromisso. "Queremos apenas que o governo integralize sua participação e que a fábrica entre em sua primeira fase de produção comercial. Estas duas coisas devem ocorrer em junho", disse o executivo. Garotinho destacou que a venda da participação do Estado terá de ser feita através de oferta ampla, seguindo regras de licitação. "Mas a PSA, como acionista majoritária tem direito a uma preferência", afirmou. Fulz afirmou que a PSA decidirá apenas no momento da operação sobre a conveniência de comprar ela mesma a participação do Estado. Jean- Martin Folz confirmou que a companhia deverá instalar uma fábrica de motores no Estado do Rio de Janeiro. Segundo ele, essa indústria deverá ser destinada à fabricação de motores a gasolina com 1.600 cilindradas de potência. Ele afirmou que o projeto ainda se encontra em estudo e, por isso, seria prematuro adiantar qual será o valor a ser investido. "A decisão final será tomada em um prazo razoável", disse. O novo projeto deverá contar com a participação do Estado do Rio como ocorreu com a fábrica da Peugeot que está sendo inaugurada hoje em Porto Real e que recebeu investimentos de US$ 600 mi. A fábrica de motores também deverá ser instalada em Porto Real, provavelmente, em terreno ao lado da Peugeot.Chile - O presidente mundial da PSA, Jean Martin Folz, não descarta a possibilidade de fechar a fábrica da empresa no Chile. A fábrica chilena produz carros exclusivamente carros para exportação para o México, país com o qual o Chile mantém relações comerciais favorecidas. "O mercado chileno será abastecido pelos veículos produzidos no Brasil. O futuro daquela fábrica vai depender da evolução dos acordos comerciais e aduaneiros na América Latina", afirmou Folz. O executivo ressaltou que o Mercosul, e não o México, é prioridade para a PSA neste momento. Até 2004, a empresa quer ter participação de 8% no mercado de automóveis do Mercosul e de 5% no mercado brasileiro. Atualmente, a empresa tem 4,8% de presença no Mercosul e 2,2% no Brasil.

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