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Governos regionais têm melhor superávit para fevereiro

O chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Tulio Maciel, avaliou como positivo o desempenho dos governos regionais, na composição do superávit primário. O desempenho, inclusive, foi melhor que o do Governo Central. Enquanto Estados e municípios fizeram superávit de R$ 5,468 bilhões, o Governo Central registrou déficit de R$ 3,389 bilhões.

VICTOR MARTINS E EDUARDO RODRIGUES, Agencia Estado

28 de março de 2014 | 11h56

Ele explicou que o maior recolhimento de impostos no início de ano, as transferências do governo federal e a recuperação da atividade econômica colaboraram para formar o resultado. Maciel informou ainda que o superávit dos governos regionais, no primeiro bimestre, que ficou em R$ 12,079 bilhões, é o melhor da série histórica.

"Em agosto do ano passado, o crescimento do ICMS, por exemplo, era de 1% no acumulado de 12 meses. Esse imposto vem mostrando recuperação gradual e agora está próximo de 5% em 12 meses até janeiro. Isso contribui para a receita dos Estados", disse.

Para Maciel, os resultados fiscais de fevereiro se mostraram favoráveis. Ele ressaltou que a despesa de R$ 11,646 bilhões com juros em fevereiro é a menor para o mês desde 2009. De acordo com ele, o resultado pode ser explicado pelo ganho de R$ 8,3 bilhões com swaps cambiais em fevereiro - o melhor desempenho desde 2002 -, graças à valorização do real no mês. "Além disso, o IPCA menor no começo deste ano e a menor quantidade de dias úteis de fevereiro também contribuíram para redução das despesas com juros", completou.

O economista destacou ainda que, por outro lado, as despesas com juros dos governos regionais aumentaram no início de 2014 devido à elevação do IGP-DI, índice que corrige as dívidas estaduais. Também classificou o recuo da dívida bruta, de 58,1% do PIB para 57,5%, como benigna.

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