Grã-Bretanha dá sinal verde para nova geração de usina nuclear

A Grã-Bretanha autorizou, naquinta-feira, o desenvolvimento de uma nova geração de usinasnucleares, sem colocar limites a seu programa de ampliação dosetor e dando mais um empurrão no renascimento mundial daenergia atômica. O governo britânico argumenta que o país precisa construirusinas nucleares a fim de ajudar a atingir suas metas de cortena emissão de gases do efeito estufa e para evitar adependência excessiva do petróleo vindo do mar do Norte, cujoabastecimento diminui. "As novas usinas de energia nuclear deverão desempenhar umpapel nas fontes mistas de energia deste país no futuro, juntocom as fontes de baixa emissão de carbono", afirmou o ministrobritânico da Energia, John Hutton, ao Parlamento. "Não pretendo impor nenhum tipo de limite artificial quantoà proporção de eletricidade que a Grã-Bretanha deveria sercapaz de gerar seja por meio da energia nuclear seja por meiode outra fonte com baixa emissão de carbono", acrescentou. Em 2003, o governo havia classificado a energia nuclearcomo uma opção pouco atraente. Mas, desde então, o aumento nospreços do petróleo e do gás natural ajudou a torná-la umaalternativa mais competitiva. Além disso, intensificaram-se osesforços para cortar as emissões de gases do efeito estufa afim de combater o aquecimento global. Países como a França e a Finlândia já começaram a construirnovas usinas nucleares e, nos EUA, empresas estão pedindoautorização para fazer o mesmo, o que reforça a noção de que aenergia atômica é parte da solução para os problemasenergéticos do mundo. Representantes do setor afirmam ser possível colocar novasusinas em funcionamento na Grã-Bretanha até 2017, o queajudaria o governo a atingir sua meta de corte de gases doefeito estufa para 2020. A opinião pública da Grã-Bretanha encontra-se dividida arespeito do assunto -- 44 por cento dos britânicos afirmam queas empresas deveriam ter a opção de investir em novas usinasnucleares; 37 por cento discordam.

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