Grã-Bretanha não deve aderir já ao euro, mostram testes

A economia britânica ainda não está pronta para aposentar a libra esterlina e adotar o euro, conforme estudos divulgados esta manhã pelo Departamento do Tesouro do Reino Unido. As evidências apresentadas no estudo deram respaldo à posição do governo, que tem se manifestado favorável à adoção da moeda única européia, mas apenas quando as condições econômicas estiverem adequadas. A conclusão dos testes foi divulgada esta manhã e serão comentadas pelo ministro das Finanças, Gordon Brown, no Parlamento. Os testes mostraram que a cotação de equilíbrio da libra esterlina seria de 1,37 euro, inferior ao nível atual de 1,4255 euro. O levantamento confirmou que os ciclos econômicos do Reino Unido estão mais ligados ao dos Estados Unidos do que ao comportamento de países integrantes da zona do euro. Além disso, as taxas de crescimento da economia britânica flutuam mais do que a de países da zona do euro e os consumidores britânicos são mais sensíveis a mudanças nas taxas de juros do que seus vizinhos europeus, em razão da importância dos imóveis como fonte de riqueza e da predominância de taxas variáveis de hipoteca. Como resultado, o impacto de uma política monetária inapropriada do Banco Central Europeu sobre os britânicos seria mais profundo do que para os demais consumidores europeus.Os testes, no entanto, mostraram conclusões que convergiram com o discurso do governo de que a economia pode se ajustar ao euro e que se beneficiaria com a adoção da moeda única. Um dos pontos positivos para a adoção do euro é a flexibilidade do mercado de trabalho, que ajudaria no abrandamento de eventuais choques econômicos provocados pela inserção na zona do euro. O levantamento apurou que o comércio entre o Reino Unido e a zona do euro cresceria entre 5% e 50% com a moeda única, sem afetar as relações comerciais com outros países, com o Tesouro considerando mais provável que o crescimento da economia fique perto dos 50%. Se isso se confirmasse, o PIB per capita dos britânicos aumentaria entre 4,5% e 9,5%. As informações são da Dow Jones.

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