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Graça comemora decisão e diz que recursos sairão do caixa da estatal

Presidente da Petrobrás demonstrou entusiasmo com as novas áreas para cumprir metas previstas no plano de negócios

ANTÔNIO PITA , MÔNICA CIARELLI / RIO, O Estado de S.Paulo

25 de junho de 2014 | 02h05

A presidente da Petrobrás minimizou a reação negativa do mercado financeiro à decisão da União de transferir o excedente de produção de quatro áreas no pré-sal - Búzios, Entorno de Iara, Florim e Nordeste de Tupi. Em vez disso, comemorou o negócio como oportunidade de retomar os níveis de reserva da companhia com baixo risco exploratório. "Essa forma impacta menos os indicadores nossos de endividamento liquido sobre Ebtida (geração de caixa). É uma forma racional de impactar minimamente. O governo não fez algo para sobrecarregar a Petrobrás", afirmou.

Graça também descartou um efeito relevante da medida sobre a capacidade de investimento da companhia. Serão gastos apenas 3% do total a ser investido nos próximos anos. Segundo ela, todos os recursos sairão do próprio caixa da estatal, sem que seja necessário recorrer a captações ou sociedades.

Para obter esses recursos, a estatal conta com o reajuste dos preços dos combustíveis, a continuidade do programa de desinvestimento e do programa de reestruturação dos negócios, além de valores de câmbio e do barril do petróleo favoráveis nesse período.

"A companhia de agora é diferente da desta manhã", disse a executiva, demonstrando entusiasmo com a contratação das áreas, para cumprir as metas de produção de petróleo e gás natural previstas no plano de negócios da estatal.

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) prevê um potencial de 9,8 bilhões a 15,2 bilhões de barris de óleo equivalente nas quatro áreas, volume próximo das reservas provadas da companhia de 16 bilhões de barris. Os números foram comparados por Graça para demonstrar a magnitude do negócio anunciado ontem.

O primeiro óleo deverá ser produzido em 2021, quando começará a ter receita com o projeto, e a produção deve atingir o volume máximo após cinco anos, em 2026, quando deve alcançar a marca de 1 milhão de barris por dia. "Entre 2025 e 2027 é quando temos o maior volume de óleo 100% Petrobrás", destacou.

Os esclarecimentos da executiva aos questionamentos do mercado financeiro foram de cunho técnico, na tentativa de comprovar que a "Petrobrás não tem dúvida da atratividade da área" e também que o desembolso de R$ 15 bilhões em cinco anos não tem motivação eleitoreira ou de contribuição à geração de superávit fiscal.

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