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Graça defende aumento de preços dos combustíveis

De acordo com presidente da Petrobrás, a medida é necessária para retomar o ‘fluxo de caixa positivo em 2015’ e melhorar o nível de endividamento, hoje acima do recomendável

Sabrina Valle e Antonio Pita, da Agência Estado,

29 de outubro de 2013 | 15h31

RIO - A presidente da Petrobrás, Graça Foster, afirmou nesta terça-feira, 29, trabalhar "para buscar a convergência de preços internacionais", retomar "o fluxo de caixa positivo em 2015" e melhorar os níveis de endividamento da companhia.

Hoje, a empresa tem dívidas, que fez para financiar projetos, equivalentes a 36% de seu patrimônio líquido. O mercado convenciona o nível de 35% como aceitável para manter saudáveis as finanças de qualquer negócio.

Os preços praticados pela empresa hoje estão abaixo das cotações internacionais, o que pode agravar o quadro. É a necessidade de importar combustíveis para revendê-los ao mercado nacional que tem feito o caixa da empresa sangrar. Ou seja, a Petrobrás vende gasolina e diesel por preço inferior ao que compra - e perde dinheiro.

Graça comentou o rebaixamento da avaliação da empresa pela agência classificadora Moody's. De acordo com ela, a medida tomada pela empresa classificadora foi importante para deixar a petroleira em alerta.

"É uma motivação para que se busque melhores indicadores", disse.

Nova metodologia de preços. A Petrobrás anunciou na segunda-feira, 28, a pretensão de estabelecer metodologia automática capaz de readequar seus preços aos cobrados em outros países. O mercado aprovou a ideia. Nesta terça, no entanto, em leve readequação, os papéis da empresa estão em queda.

O membro do conselho de administração da Petrobrás, Sérgio Quintella, disse nesta terça que o órgão já concordou sobre a necessidade de criar esse novo mecanismo. Ele vê a necessidade de trazer previsibilidade ao reajuste de preços de combustíveis.

Quintella fala que "há um consenso". Faltam, diz ele, serem decididos os parâmetros.

"O conselho já deu o seu aval à existência de um modelo. O que não se está discutindo em detalhe é o modelo. A existência do modelo está definida", disse a jornalistas, na OTC. Segundo ele, se pretende criar "um mecanismo que evite oscilações, para baixo e para cima".

"É um mecanismo muito inteligente, procura levar em conta os parâmetros principais de preço, como câmbio, por exemplo", disse.

Quintella disse ainda que o modelo contempla fases de reajuste. O executivo contou que o modelo trará estabilidade não apenas financeiras, mas também aos investidores da Petrobrás.

"Acho pessoalmente que estamos no caminho certo. Estamos esperando agora algumas simulações que vão ser feitas", disse, sobre a proposta apresentada pela diretoria ao conselho de administração.

A apreciação está prevista para até dia 22, quando ocorre a reunião de conselho. Quintella disse ser muito improvável que nenhuma regra seja criada.

"Não vou dizer impossível pois nada é impossível. Mas é de probabilidade muito pequena".

O executivo negou se tratar da recriação da conta petróleo e concordou que o modelo é uma espécie de jabuticaba, por só ter no Brasil e não ser inspirada em modelos existentes no exterior.

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