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Graça Foster diz que o Brasil não rasga contratos

Enquanto a Argentina decidiu alterar toda a regulamentação do setor de petróleo e expropriou ativos da espanhola Repsol no País, a presidente da Petrobrás, Maria das Graças Foster, deu ontem um recado aos investidores de todo o mundo, destacando a segurança jurídica brasileira. Ela também negou a ampliação dos investimentos no país vizinho.

EDUARDO RODRIGUES / BRASÍLIA , O Estado de S.Paulo

26 de abril de 2012 | 03h04

"Não rasgaremos contratos, como acontece em outros países. Ou seja, é seguro investir em petróleo e energia no Brasil", afirmou a executiva em audiência pública na Comissão de Minas e Energia da Câmara.

Foster citava a evolução dos marcos regulatórios do setor de energia e petróleo do Brasil nas últimas décadas e aproveitou para fazer uma crítica velada à decisão argentina, que, em tese, poderia repercutir na região. "O Brasil respeita os contratos. Os países que não respeitam, todos sabem quem são."

Ao contrário do que foi dito pelo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, na última sexta-feira, a presidente da Petrobrás negou que a petrolífera vai aumentar os investimentos na Argentina neste ano. Segundo Lobão, a previsão para os investimentos no país em 2012 era de US$ 500 milhões, semelhante ao investido no ano passado.

"Não há indícios de aumento nos investimentos na Argentina. Vamos investir o que está no nosso plano", disse a executiva. Na semana passada, o ministro do Planejamento e Investimentos Públicos da Argentina, Julio De Vido, esteve em Brasília e pediu tanto a Graça quanto a Lobão a expansão dos investimentos da estatal brasileira naquele país.

"É legítimo o ministro argentino pedir mais investimentos e a Petrobrás irá se pronunciar no momento certo. Mas não devemos colocar todos os ovos na mesma cesta. A prioridade da Petrobrás é o pré-sal", disse Graça.

Gasolina. Graça voltou a admitir a possibilidade de aumentar o valor da gasolina, caso os preços internacionais do petróleo continuem subindo. De acordo com a executiva, a petroleira não pode ter a capacidade de investimento comprometida, embora negue qualquer alteração nos preços dos combustíveis por ora.

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