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Graça: Petrobras não fará nova emissão de ações

A presidente da Petrobras, Graça Foster, reforçou nesta terça-feira que a companhia "não fará nova emissão de ações". Em aula inaugural na Universidade Estácio de Sá, no Rio, a presidente também reforçou a importância do programa de venda de ativos da companhia. Segundo ela, a empresa vai completar 60 anos, atingiu "um portfólio que precisa ser avaliado". "E estamos avaliando constantemente".

SABRINA VALLE, Agencia Estado

21 de maio de 2013 | 21h58

Graça também destacou, durante sua palestra, que a convergência de preços dos combustíveis vendidos no Brasil com do exterior é fundamental. "A convergência de preços é essencial para um bom resultado financeiro da companhia", disse.

Ela disse também que não há decisão sobre a venda de ativos da companhia na Argentina. Segundo ela, a Petrobras só fará o que for bom para a companhia. "Não tem data, não tem deadline, não tem vinculação, não tem nada. Só vamos fazer o que for bom para a Petrobras", disse a jornalistas, após aula inaugural na Estácio de Sá.

O grupo argentino Indalo tenta fechar acordo de compra dos ativos da Petrobras Argentina (Pesa) por meio da criação de uma companhia nos Estados Unidos, com sede em Nova York. A nova companhia, Centenary Internacional Corporation (CIC), administrará os ativos do setor de energia da holding e obterá o financiamento necessário para a compra da Pesa pelo valor de US$ 911 milhões. Graça preferiu não comentar o valor da transação. "Este é um valor que circula", se limitou a dizer.

Açu

A presidente da Petrobrás disse que ainda não há decisão sobre contratos da companhia no Porto do Açu, do empresário Eike Batista. A executiva disse que a situação é a mesma de algumas semanas atrás. Graça foi perguntada se a empresa terá instalações no local. "(Está) Tudo em negociação, em discussão. Tudo é uma questão de prazo, de preço. (Continua) como estava há algumas semanas atrás", disse. Segundo ela, um possível acordo depende de fatores como preço e flexibilidades.

Plataformas

Graças Foster disse que monitora quase diariamente todas as unidades estacionárias de produção (plataformas) previstas para entrar em atividade neste ano. A executiva disse que não pode haver atraso nos projetos da companhia. Ao todo, são sete unidades, sendo que duas já estão em produção. "O boi só engorda debaixo do olho do dono", disse, em aula na Universidade Estácio de Sá.

A próxima unidade a entrar em operação será na Cidade de Paraty, cujo primeiro óleo está previsto para 28 de maio. Graça confirmou a data e disse que a plataforma está na locação e interligada.

Sobre o atraso na entrega do navio Zumbi dos Palmares, que foi ao mar ontem com a presença da presidente Dilma Rousseff, Graça disse que a demora faz parte da curva de aprendizado do estaleiro. "É normal que haja uma curva de aprendizado, isso é normal", disse.

O navio foi feito no estaleiro Atlântico Sul (EAS, em Pernambuco), instalação com histórico de atraso nas entregas de encomendas à Petrobras. Graça lembrou que existem mais 44 navios para serem feitos, como o Zumbi, para serem entregues até 2020. A executiva também reforçou que, em julho, a companhia divulgará seu plano estratégico de longo prazo para até 2030. O plano atualmente em vigor, feito 2007, vai até 2020.

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