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Gradiente volta a pedir ajuda ao BNDES

Empresa quer manter produção mínima de televisores

Alberto Komatsu, RIO, O Estadao de S.Paulo

18 de fevereiro de 2009 | 00h00

A Gradiente negocia com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) financiamento para uma linha de produção mínima, mas contínua, de televisores a partir de março, em Manaus (AM). O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas, Valdemir Santana, diz que o empréstimo seria de R$ 50 milhões - o Estado apurou que o mínimo pleiteado é de R$ 17 milhões.A empresa, que este ano completa 45 anos, tenta há quase dois anos contornar uma grave crise financeira. A partir de julho de 2007, a Gradiente começou a desativar linhas de produção, por causa de uma dívida bancária de cerca de R$ 280 milhões. Entre os principais credores estão o Bradesco, Safra, Unibanco e o próprio BNDES. Uma das alternativas aventadas pela empresa seria a negociação com investidores, como fundos de pensão estatais. Outra seria o BNDES financiar a entrada de um novo sócio. "Esse empréstimo é para comprar matéria-prima, produzir e gerar emprego. O presidente Lula quer gerar emprego. Quem não quer é o BNDES", reclama Santana.Ontem, o presidente da Gradiente, Eugênio Staub, se reuniu com o presidente Lula em Brasília, mas não quis informar o que foi discutido. O BNDES foi procurado, mas também não quis comentar o assunto. A Gradiente só retomou a produção no mês passado, depois de 15 meses de paralisação total. Mesmo assim, a reativação foi pontual, com a montagem de 3 mil televisores de plasma, sendo parte encomendada e outra parcela vendida em lojas de Manaus. Só a Magazine Luiza ficou com mil desses televisores. A rede varejista se comprometeu a dar assistência técnica e garantia, mas não soube informar se poderia fazer novas encomendas.Este mês, a Gradiente montou 300 televisores de plasma. Só não produziu mais porque não tem fluxo de caixa, diz Santana. Uma das ideias a partir de março, caso os recursos do BNDES sejam aprovados, é produzir TVs convencionais com telas de 21 a 29 polegadas. A empresa tem em estoque 70 mil aparelhos, mas sem os tubos instalados.A Gradiente emprega hoje em Manaus em torno de 200 pessoas. Cerca de 300 foram demitidos no auge da crise do grupo, no segundo semestre de 2007. Santana diz que falta o pagamento de três parcelas das verbas rescisórias aos dispensados. A dívida trabalhista da empresa está em torno de R$ 4 milhões. Os recursos do BNDES seriam suficientes para gerar 200 novos empregos a partir de março, estima Santana. Até o fim do ano, ele acredita que seria possível ter até mil empregados em Manaus

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