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Granadeiro está definitivamente fora da Portugal Telecom

Presidente da operadora portuguesa deixaria o cargo no dia 30 de setembro, mas sua saída foi antecipada

O Estado de S.Paulo

17 de setembro de 2014 | 02h06

O executivo Henrique Granadeiro, presidente do conselho de administração e da comissão executiva da Portugal Telecom (PT), está definitivamente fora da operadora, a qual comandou por quase 10 anos. "Fui comunicado hoje (ontem) que não faço mais parte da companhia", afirmou Granadeiro ao Estado. O anúncio oficial será feito amanhã, por meio de fato relevante, na Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) de Portugal.

Segundo fontes de mercado, Granadeiro deverá ser substituído pelo executivo João Mello Franco, atual administrador não executivo e presidente da comissão de auditoria da PT. Mello Franco deve ocupar o cargo ao menos até a próxima assembleia geral da PT, prevista para ocorrer entre janeiro e fevereiro do ano que vem. Nessa assembleia, ele poderá ser efetivado ou não no cargo.

A saída de Granadeiro já estava prevista para ocorrer no dia 30 de setembro. O executivo era considerado o homem de confiança do banqueiro Ricardo Salgado, patriarca do grupo Espírito Santo, dono do Banco Espírito Santo, instituição financeira que entrou em colapso financeiro em julho.

Granadeiro renunciou ao cargo no dia 7 de agosto. Armando Rodrigues Cabral foi destacado para assumir seu lugar. Na carta de renúncia, Granadeiro afirmou ter tomado a decisão "a fim de evitar ou minorar as consequências do 'default' na esfera patrimonial da PT e na continuidade do processo de fusão com a Oi já na sua fase final". "Convivo bem com os meus atos, mas não com os encargos e responsabilidades de outros", disse à época. Ele pediu para sair de férias após a assembleia realizada no último dia 8 pelos acionistas da PT.

Ao Estado, Granadeiro disse que vai aguardar o resultado final da auditoria externa que está sendo feita pela PwC para se pronunciar sobre as denúncias que culminaram com a revisão dos termos da fusão entre Oi e PT.

Em agosto, o conselho de administração da PT encomendou uma auditoria à consultoria PwC com objetivo de apurar responsabilidades sobre as relações entre o Grupo Espírito Santo e a PT nos últimos 14 anos. A descoberta da aplicação de 897 milhões da tele na Rioforte, holding não financeira do grupo, foi o estopim que desencadeou a crise de um dos maiores grupos de Portugal.

O executivo se responsabilizou apenas por 200 milhões do total dos investimentos feitos, de acordo com auditoria interna realizada pela PT.

No entanto, acionistas da operadora portuguesa aguardam o resultado dessa auditoria externa, que deverá ser divulgado nas próximas semanas, para apurar as responsabilidades de todos os envolvidos. /M.S.

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