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Grande SP já tem 1,7 milhão de desempregados

A Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) realizada pela Fundação Seade em parceria com o Dieese, apontou que o total de desemprego na região metropolitana de São Paulo atingiu 19,1% da População Economicamente Ativa (PEA) em fevereiro, registrando um crescimento de 6,7% em relação a janeiro, quando o índice ficou em 17,9% da PEA. Em fevereiro do ano passado, o total de desempregados era de 17%. Segundo as instituições, o contingente de desempregados na região metropolitana de São Paulo é estimado em 1,77 milhão de pessoas. Em fevereiro houve um acréscimo de 102 mil pessoas em busca de emprego, resultado da eliminação de 152 mil postos de trabalho e na saída de 50 mil pessoas da PEA. Para efeito de comparação, em janeiro deste ano, o total de desempregados é estimado em 1,66 milhão e, em fevereiro de 2001 era de 1,52 milhão.A Pesquisa indicou ainda que o nível ocupacional diminuiu 2% em fevereiro, um movimento considerado usual pelos pesquisadores. "Entre os setores de atividade econômica, o maior decréscimo ocorreu nos Serviços, com a perda de 110 mil postos", relatou a pesquisa.Em termos de rendimentos médios reais, os salários dos ocupados caíram 2,8%, enquanto os dos assalariados diminuíram 1,6%. Com isso, os salários médios referentes a janeiro de 2002 e pagos em fevereiro passaram a equivaler R$ 832,00 para os ocupados e R$ 869 para os assalariados. O índice é o pior desde o início da série apurada pela Fundação Seade e pelo Dieese, em 1985, segundo informou o diretor Técnico do Dieese, Sérgio Mendonça. "Este tem sido um dos anos de maior intensidade no crescimento do desemprego. Isso é realmente muito preocupante", comentou. O desempenho de fevereiro também foi o pior índice mensal desde setembro de 1999, quando a taxa de desemprego foi de 19,7%. A série de recordes negativos também se deu em relação os perfil dos desempregados. Por faixa etária, os trabalhadores com idade entre 25 e 39 anos desempregados subiu 8,6% na comparação entre fevereiro e janeiro deste ano. No mesmo período, as pessoas com idade entre 15 e 17 anos tiveram crescimento de desemprego de 6,9%. "São as maiores altas já verificadas nesses segmentos em um mês de fevereiro desde 1985", informou. Além disso, fevereiro manteve ainda um recorde batido em janeiro passado, referente ao tempo médio de procura de trabalho, que mais uma vez ficou em 54 semanas. "Terminamos 2001 mal, com recessão no segundo semestre, e esse início de 2002 reflete este cenário. A economia está estagnada e os rendimentos dos trabalhadores só diminuem. Isso não gira a economia e o País não tem espaço para crescer. Assim fica difícil o emprego aumentar", analisou.

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