Grandes bancos da Alemanha e França são aprovados

Os grandes bancos da Alemanha e da França foram aprovados no testes de estresse conduzidos pelas autoridades europeias com as instituições bancárias da região. Contudo, cada país teve um credor de menor porte reprovado nas avaliações.

AE, Estadão Conteúdo

26 de outubro de 2014 | 11h34

Apenas um dos vinte e cinco maiores bancos da Alemanha não estava suficientemente capitalizados para resistir a uma crise potencial, de acordo com a avaliação conduzida pelo Banco Central Europeu e pela Autoridade Bancária Europeia.

No cenário mais adverso simulado pelas autoridades europeias, a proporção de capital do Deutsche Bank recuaria para cerca de 8,78%, enquanto a do Commerzbank registraria 6,9%. Ambas as taxas estão acima do limite mínimo de 5,5%, exigido pelas autoridades. Contudo, ficaram abaixo dos 9,1% que os credores da Alemanha registraram em média, segundo dados do BaFin.

O Muenchener Hpothekenbank, um pequeno credor imobiliário, foi o único banco alemão a ser reprovado. O banco, porém, já compensou o déficit de 229 milhões de capital de euros (US$ 290 milhões), de acordo com contas do final de 2013, com um aumento de capital de cerca de 400 milhões de euros.

Os "bancos da Alemanha estão bem capitalizados, mesmo em um ambiente econômico muito difícil", afirmou o órgão de regulação financeira da Alemanha, BaFin, neste domingo.

O teste mede como os bancos podem resistir a diferentes graus de crise econômica, com base em suas contas no final de 2013, além de um resumo de capital levantado até 30 de setembro deste ano.

Na França, apenas um dos treze bancos analisados foi reprovado. O Caisse de Refinancement de l?Habitat, uma instituição de crédito que refinancia empréstimos de compradores de residências, ficou aquém dos limites mínimos, mas já levantou capital adicional para atender às novas regras.

Sob o cenário mais adverso do teste, o BNP Paribas, o maior banco listado da França em ativos, teria uma proporção de capital de 8,07%, enquanto as taxas do Société Generale e Groupe Crédit Agricole recuariam para 8,15% e 8,83% respectivamente. Com informações da Dow Jones

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