Grandes empresas brasileiras ainda estão fora do Facebook

Estudo da Aberje mostra que quase um quarto das 50 maiores companhias do País ainda não aderiram às redes sociais

O Estado de S.Paulo

13 de maio de 2013 | 02h05

Apesar de haver um consenso no mundo corporativo de que estar presente nas mídias sociais é fundamental, algumas das grandes empresas brasileiras ainda não figuram na mais popular das redes, o Facebook. Pesquisa da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje) revelou que quase um quarto das maiores companhias do País ainda não criou suas páginas no site.

Entre elas estão corporações como a Cargill, a ArcelorMittal Brasil, o Carrefour, a Usiminas e o JBS. De um total de 50 companhias analisadas pela Aberje, 13 não interagem com o público via Facebook. Essa constatação surgiu durante a avaliação do nível de engajamento e de diálogo das maiores empresas brasileiras (em faturamento) com o internauta - o principal objetivo da pesquisa. O estudo considerou "engajamento" a ação de curtir um post e "diálogo", o compartilhamento de um post. No primeiro quesito, a Globo foi a campeã; no segundo, a Fiat.

Mas o que chamou a atenção foi o número de empresas que ainda não fazem essa interação. "Essas corporações têm papel enorme na sociedade, pois produzem tendências. É quase obrigatório ocupar esse tipo de mídia", diz Paulo Nassar, diretor-presidente da Aberje. O Carrefour, por exemplo, está no Twitter mas não no Facebook - rede acessada por cerca de 70 milhões de brasileiros. Já o JBS prefere aparecer na internet por meio de suas marcas, como a Friboi.

A relevância do Facebook no Brasil tem feito muitas empresas se desdobrarem para encontrar novas maneiras de conversar com os consumidores. Há marcas que criam histórias especialmente para a rede social - e veem resultado nisso.

Mas ainda existem muitas companhias que avaliam se faz mesmo sentido estar na rede. Na opinião de Nassar, sempre faz. "No caso de uma siderúrgica, o aço vira geladeira, avião, ponte estaiada. Mesmo quem trabalha com commodity tem muita história para contar", diz. Depois de criar a página, resta às companhias saber o que e como narrar./ NAYARA FRAGA

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