Grandes empresas pagam menos e contratam mais, diz IBGE

Comércio varejista lidera número de grandes empresas; hipermercados são destaque entre as atividades

JACQUELINE FARID, Agencia Estado

13 de junho de 2008 | 10h25

O salário médio por trabalhador das grandes empresas (com 250 ou mais pessoas ocupadas) diminuiu, entre 2000 e 2006, de 4,7 salários mínimos mensais para 3 salários mínimos mensais, de acordo com a Pesquisa Anual do Comércio (PAC) divulgada nesta sexta-feira, 13, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). Apesar da redução nos salários pagos, a média de pessoal ocupado das grandes empresas aumentou no período, passando de 1.084, em 2000, para 1.145, em 2006.     Veja também:  Leia a íntegra da pesquisa do IBGE  Em 2006, havia no Brasil 1.066 grandes empresas no setor comercial, respondendo por 0,1% do total de empresas, proporção que foi a mesma apurada em 2000. No comércio varejista, que lidera o número de grandes empresas no total do comércio, as grandes empresas de hipermercados e supermercados foram o destaque entre as atividades, em termos de pessoal ocupado e de pagamento de salários, retiradas e outras remunerações nos dois anos analisados.     O comércio varejista brasileiro apresentava, em 2006, 1,3 milhão de empresas (83,6% do total das empresas comerciais, que inclui também o atacado e o segmento de veículos), com aproximadamente 5,8 milhões de pessoas ocupadas, despendendo R$ 39,8 bilhões em salários, retiradas e outras remunerações (64,6% do total do comércio). Apesar de reunir o maior número de empresas, o varejo dispunha de apenas 41,3% da receita operacional líquida do comércio em 2006.   O levantamento revelou ainda que a receita operacional líquida das empresas comerciais na faixa de até 19 pessoas ocupadas aumentou sua participação, no total da receita das empresas comerciais, de 28,6% em 2005 para 29,9% em 2006. Com o aumento de um ano para o outro, as empresas desse porte ultrapassaram as empresas com 500 ou mais pessoas ocupadas, que diminuíram sua participação de 29,9% para 29,2%, no total da receita do comércio, no mesmo período.   Segundo o documento, a estimativa é de que no Brasil aproximadamente 1,6 milhão de estabelecimentos pertencentes a 1,5 milhão de empresas comerciais - algumas empresas têm mais de um estabelecimento - geraram juntas cerca de R$ 1,1 trilhão de receita operacional líquida, ocuparam 7,6 milhões de pessoas, que receberam R$ 61,6 bilhões em salários, retiradas e outras remunerações.   Comércio varejista   Os destaques do varejo em 2006 foram o comércio de combustíveis e lubrificantes (R$ 104,8 bilhões, com 1.870 empresas), que liderou a receita líquida de revenda do varejo. Por sua vez, a atividade de hiper e supermercados, com 9,8 mil empresas, obteve R$ 100 bilhões de receita e ocupou 722,5 mil pessoas.   O restante das empresas comerciais é composto pelo segmento de veículos, peças e motocicletas (9,2% do total do comércio), que geraram R$ 156,1 bilhões (14,7% do total) em receita operacional líquida em 2006, ocupando 711,7 mil pessoas (9,4% do total). As vendas de veículos automotores obteve a maior receita líquida de revenda deste segmento (R$ 108,6 bilhões), enquanto as vendas de peças para veículos liderou o número de pessoas ocupadas (437,2 mil pessoas).   Segmentos Segundo a pesquisa, entre os anos de 2005 e 2006, o atacado permaneceu com a maior parcela da receita operacional líquida, enquanto o varejo, em ambos anos, foi o segmento com maior participação no número de empresas, número de estabelecimentos, pessoal ocupado e salários, retiradas e outras remunerações.

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