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Grandes grupos da União Européia pedem socorro

Empresas como Nokia, Siemens e Nestlé afirmam que ações do G-20 são insuficientes e querem corte de impostos e de juros, além de mais crédito

Jamil Chade, O Estadao de S.Paulo

18 de novembro de 2008 | 00h00

O grupo formado por algumas das mais poderosas empresas do planeta alerta que as decisões tomadas pelo G-20 não serão suficientes para relançar a economia da zona do euro diante do que chama da "pior recessão em 25 anos". Ontem, as maiores empresas européias, como Nokia, Siemens, BP, Nestlé, Unilever e Rio Tinto emitiram um comunicado pedindo aos governos novas ações políticas para além do pacote do G-20. Entre as medidas estão a redução de impostos, corte nas taxas de juros, maior acesso a créditos e a conclusão da Rodada Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC). Monitor online: os sintomas da turbulência no Brasil Geografia da crise: veja as medidas ao redor do mundo"A crise será longa. Não será uma recessão da qual sairemos em seis ou nove meses", alertou o presidente da Nokia, Jorma Ollila, em nome do grupo de empresas européias. Para o grupo, o risco de que a crise tenha conseqüências sociais aumenta a cada dia. "Os efeitos da crise vão se mostrar cada vez mais presentes", disseram as empresas em comunicado enviado aos governos europeus. "Em 2009, a produção vai encolher e vemos uma situação cada vez mais sombria", alertam. Para as empresas, a crise tem o risco de se transformar em um problema social. Juntas, o grupo de empresas que fez o apelo emprega 5 milhões de pessoas. "Nós apoiamos as medidas do G-20. Mas, diante da situação, pedimos medidas concretas que vão além do que foi decidido", afirma o grupo, que ainda conta com a Total, Renault, Telefónica, Philips, Bayer e outras gigantes. Uma das medidas solicitadas pelas empresas é um maior impulso fiscal por parte dos governos, principalmente a Alemanha. A maior economia européia enfrenta uma recessão que pode contaminar toda a região. "A Alemanha precisa ser o exemplo, por ser a maior economia e ter um impacto geral no continente'', disse Ollila. Para o grupo, porém, os governos devem evitar pacotes de ajuda a setores específicos, como o que se negocia para o setor automobilístico na Europa. "Não estamos pedindo subsídios para empresas falidas. Mas precisamos de políticas para estimular a demanda e investimentos em infra-estrutura", afirmou o grupo. A idéia é que haja um pacote de estímulo fiscal, seguido por corte de impostos. O pacote ainda incluiria medidas para incentivar investimentos em infra-estrutura. No dia 26, a UE promete revelar um plano nesse sentido. Até mesmo o teto de déficit estabelecido pela Europa deve ser removido, na avaliação das empresas.Outro pedido é para garantir acesso a créditos para as empresas, um dos maiores desafios. O corte de taxas de juros evitar uma deflação, segundo as companhias.Para concluir, as maiores empresas européias pedem que os governos não façam apenas discursos e de fato modifiquem suas posições nas negociações comerciais para concluir a Rodada Doha da OMC ainda neste ano.A abertura de mercados é considerada pelos industriais como uma possibilidade de garantir maiores exportações para países emergentes, em um momento que são as únicas economias do mundo que ainda crescem. "As promessas precisam ir além de palavras", concluiu o comunicado do grupo de empresas.

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