Grãos têm ano de volatilidade na bolsa de Chicago

Cenário: Camila Moreira

O Estado de S.Paulo

27 de dezembro de 2011 | 03h05

A volatilidade foi a principal característica do mercado internacional de grãos em 2011. Os futuros da soja e do milho negociados na bolsa de Chicago (CBOT), que permaneceu fechada ontem devido ao recesso de Natal, chegaram a variar mais de 32% e 40%, respectivamente, considerando as mínimas e as máximas neste ano. Os valores mais altos da soja foram registrados no fim de agosto e início de setembro, quando a perspectiva de estoques apertados nos Estados Unidos ao final da safra levaram o bushel a mais de US$ 14,60. O milho superou US$ 7,80 na mesma época, devido a preocupações com as condições das lavouras norte-americanas.

A partir de então, a crise de dívida da zona do euro começou a se agravar, afetando a macroeconomia e as bolsas em geral. Deu-se início a um movimento de baixa conforme a bolsa de Chicago ia deixando de lado os fundamentos, e os preços passaram a recuar rapidamente. Em dezembro, a soja chegou ao patamar dos US$ 11 e o milho, US$ 5,60.

A partir de meados deste mês, no entanto, o mercado dos grãos voltou a focar os fundamentos. As preocupações com o clima quente e seco no Brasil e na Argentina mantiveram os preços sustentados durante a semana passada e devem continuar influenciando o mercado até o início do ano. Isso porque, safras menores nesses países podem elevar a demanda pelos produtos norte-americanos. Na sexta-feira, o contrato março da soja fechou a US$ 11,7250 por bushel. O mesmo vencimento do milho terminou a US$ 6,1950 por bushel.

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