Grãos voltam a subir e podem puxar inflação nos EUA

Cenário: Filipe Domingues

O Estado de S.Paulo

26 de julho de 2012 | 03h08

Após dois dias de queda dos preços por causa das chuvas no Meio-Oeste dos Estados Unidos, os grãos voltaram a subir ontem na Bolsa de Chicago. Investidores notaram que a umidade ainda é insuficiente para acabar com a seca. Espera-se uma expressiva perda de produtividade nas lavouras de soja e milho dos Estados Unidos. Os contratos da soja para entrega em novembro fecharam em alta de 2,93%, cotados a US$ 16,1550 por bushel. Os lotes de milho para entrega em dezembro subiram 1,25%, para US$ 7,88 por bushel.

A alta recente dos grãos vem gerando incertezas nos mercados, também por causa da inflação dos alimentos. Para alguns economistas, a seca que atinge os Estados Unidos e tem puxado para cima as cotações do milho, da soja e do trigo elevará os preços das carnes e de outros produtos. Portanto, pode chegar ao consumidor. E, no contexto de crise econômica, a alta dos alimentos teria um impacto maior.

"Estamos esperando que o maior impacto da seca ocorra apenas em 2013", ponderou o economista Richard Volpe, do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Ontem, o governo americano manteve suas estimativas para a inflação dos alimentos em 2012 e disse que os preços devem subir de 2,5% a 3,5 no país. Segundo o USDA, os alimentos terão aumento de 3% a 4% em 2013.

Nos últimos 30 dias, em Chicago, o preço do milho avançou mais de 30% e o da soja subiu 15%. O trigo, que tende a acompanhar o movimento porque também é usado como ração, acumula alta superior a 20%.

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